Queimando mitos: os 16 principais mitos sobre a maconha

Queimando mitos: os 16 principais mitos sobre a maconha

Ainda existem muitas lendas que envolvem a maconha. No post de hoje, queimaremos 16 dos mitos mais comuns sobre a cannabis.

Embora alguns lugares tenham legalizado a maconha até certo ponto, e outros em breve farão o mesmo, ainda existem muitas lendas em torno desta planta. A maioria contradiz a ciência, mas os proibicionistas continuam a usá-los para sustentar seus argumentos preconceituosos.

Em contrapartida, também existem mitos excessivamente otimistas que apresentam a maconha como uma substância milagrosa com quase nenhum aspecto negativo; o que também é prejudicial para a imagem desta planta.

Queimando 16 mitos sobre a maconha

Vamos nos aprofundar nos 16 principais mitos que cercam a maconha, levando em consideração os preconceitos que existem em ambos os lados. Assim como muitos grupos proibicionistas se dedicam a distorcer a realidade, apoiadores excessivamente otimistas também criaram suas próprias lendas. Com a ajuda de uma abordagem imparcial, enfrentaremos os mitos mais difundidos sobre a maconha, na esperança de obter uma imagem mais transparente dessa planta.

Mito 1: O CBD não é psicoativo

Ao contrário do que muitos dizem (inclusive médicos e “profissionais” da maconha) o CBD é psicoativo, sim. Um produto químico é considerado psicoativo quando atua primariamente no sistema nervoso central e altera a função cerebral, resultando em alterações temporárias na percepção, humor, consciência ou comportamento. É verdade que o CBD não possui o efeito intoxicante do THC e não resulta em alterações cognitivas óbvias ou efeitos de abstinência. No entanto, o CBD atravessa a barreira hematoencefálica e afeta diretamente o sistema nervoso central, resultando em alterações de humor e percepção.

Mito 2: O uso de maconha aumenta os níveis de criminalidade

Por padrão, a proibição da cannabis transformou seu consumo, cultivo e venda em crime. Essa situação, logicamente, coloca a planta no mercado ilegal junto com outras drogas mais pesadas, como cocaína e heroína. Embora a violência do crime organizado domine esse ambiente, o uso de maconha por si só não leva ao crime; o crime é culpa da proibição.

Quando um mercado legal é estabelecido, as lojas licenciadas e tributadas ​​retiram o negócio da maconha dos comerciantes do mercado ilegal, enfraquecendo o poder do crime organizado.

Além disso, fumar maconha não aumenta a probabilidade das pessoas cometerem crimes. É verdade que muitos criminosos usam cannabis (e outras substâncias em geral), mas a correlação não implica causalidade.

Ao contrário da crença popular, a legalização da maconha não parece ter contribuído para um aumento na taxa de crimes violentos. Curiosamente, muitos proibicionistas ignoram o grande número de crimes violentos relacionados ao uso de álcool, apesar de seu status legal.

Mito 3: A maconha é uma porta de entrada para drogas mais pesadas

Todos nós já ouvimos essa frase na escola. Naquele momento em que grupos antidrogas aparecem diante de centenas de crianças para espalhar a mensagem de que “basta uma tragada em um baseado de maconha”. Embora suas intenções possam ser boas, essas organizações costumam agrupar todas as drogas, transmitindo a ideia de que, uma vez que você experimenta uma, você perde a cabeça e acaba experimentando todas as outras drogas que ver pela frente. Isso não é verdade.

Milhões de usuários de maconha em todo o mundo desfrutam da erva regularmente, sem nem mesmo pensar em drogas mais pesadas. Além disso, muitas pessoas começam a usar drogas pesadas sem experimentar primeiro a maconha. Por fim, sabemos que, antes de fumar um baseado, toda pessoa sempre tem livre acesso ao álcool e tabaco.

Mito 4: A maconha é uma droga perigosa

A alegação de que a cannabis é uma “porta de entrada” é frequentemente baseada no argumento de que, como as drogas pesadas, ela aprisiona o usuário em um ciclo de dependência. No entanto, essa planta difere marcadamente dos mecanismos de dependência de substâncias como o álcool ou a cocaína. Ao contrário dessas drogas, a maconha geralmente não causa vícios graves e sintomas de abstinência.

Mito 5: A maconha não vicia

Embora muitos usuários fumem maconha sem desenvolver dependência, é possível se tornar dependente em certas circunstâncias. Definir exatamente esse vício (dependência física ou dependência psicológica) e seu alcance é complexo; mas é uma possibilidade. Embora alguns defensores da maconha tentem negar isso, a ciência afirma que a cannabis não é uma substância perfeita e totalmente inofensiva.

Embora a maconha possa ajudar as pessoas de muitas maneiras, o transtorno por uso de cannabis é uma coisa real. Ao aumentar os níveis de dopamina e enfraquecer o sistema dopaminérgico com o uso de longo prazo, a maconha pode influenciar os centros de recompensa do cérebro e criar um ciclo de dependência.

No entanto, essa característica não é exclusiva da maconha. Segundo o médico e especialista em vícios Gabor Mate, todos os vícios estão ligados a traumas, e podem se manifestar como uso de maconha, materialismo e obsessão por todos os tipos de fatores externos. Portanto, os proibicionistas da maconha podem ter problemas para usar esse argumento como uma razão para manter a proibição.

Mito 6: É possível ter uma overdose de maconha

Todos os anos, muitas vidas são perdidas para o álcool, tabaco, cocaína, heroína e outras drogas. No entanto, ninguém morre apenas por usar maconha. Por quê? Porque os canabinoides (compostos vegetais ativos) não interagem com a zona do cérebro que regula a respiração.

Overdoses de opioides, por exemplo, ocorrem quando os receptores nos centros respiratórios do cérebro ficam sobrecarregados, criando um efeito depressivo que torna a respiração difícil e pode levar à morte. A maconha não tem o mesmo efeito, razão pela qual nenhuma morte foi registrada exclusivamente atribuída ao uso de cannabis, e a maioria das instituições considera a possibilidade muito remota.

Teoricamente, para ocorrer uma overdose de maconha, teria que fumar entre 238 e 1.113 baseados (15–70 gramas de THC puro) em um único dia, algo praticamente impossível.

Mito 7: Usuários de maconha são preguiçosos

Quem usa maconha enfrenta toda uma série de estereótipos. Além dos rótulos de “viciados” e “drogados”, ser julgado como preguiçoso é provavelmente o mais comum. É verdade que fumar maconha às vezes faz com que as pessoas prefiram deitar no sofá a sair para correr.

No entanto, muitas pessoas ativas e atléticas usam cannabis. Joe Rogan construiu um império em seu podcast enquanto estava sob efeito da erva. Michael Phelps esmagou seus concorrentes na piscina enquanto fumava um bong. Milhares de pessoas bem-sucedidas em todo o mundo consomem maconha em seu tempo livre, da mesma forma com que outras chegam em casa depois do trabalho e abrem uma garrafa de vinho para relaxar.

Mito 8: Diferença entre os efeitos de uma Indica e uma Sativa

A cultura canábica gasta muito tempo desmascarando mitos, mas as pessoas envolvidas neste setor (principalmente autointitulados “profissionais”) também podem ser vítimas de desinformação. Nas últimas décadas, qualquer pessoa com um mínimo de interesse pela maconha falava na diferença entre variedades “indicas” como relaxantes e variedades “sativas” como energéticas.

Desde então, a ciência da cannabis questionou essa ideia, que o neurologista e especialista em cannabis Dr. Ethan Russo chama de “absurda”. Essa categorização poderia ajudar os dispensários a comercializar a maconha, mas não serviria em uma analise rigorosa.

Algumas cepas indicas contêm terpenos energizantes, enquanto algumas sativas são relaxantes para a mente e o corpo. Além disso, plantas da mesma linhagem podem produzir efeitos diferentes quando cultivadas em ambientes diferentes.

No lugar de depender desta forma tão imprecisa de dividir a maconha, a investigação propõe deixar o termo “cepa” e substituí-lo por “quimiovar” (variedade química) para poder termos uma ideia mais precisa dos efeitos e diversidade química de uma planta.

Mito 9: Ressaca de maconha não existe

O debate entre usuários de álcool e maconha continua. Aqueles que defendem a erva costumam argumentar que pela manhã acordam descansados ​​e prontos para a ação. Embora isso seja verdade, fumar 10 gramas na noite anterior pode causar ressaca.

A ressaca da maconha não se compara à devastação causada pelo consumo de álcool. pode influenciar como se sentirá no dia seguinte, causando confusão mental, letargia, olhos vermelhos e dores de cabeça. No entanto, se a erva for consumida com moderação, é possível acordar em ótima forma para realizar as tarefas do dia a dia.

Tal como acontece com a ressaca de álcool, um pouco de água e comida ajudam a voltar ao normal. Mas, ao contrário do álcool, leva muito menos tempo.

Mito 10: A maconha não causa sintomas de abstinência

Embora muitos usuários experientes gostem de acreditar que a maconha não causa sintomas de abstinência, isso infelizmente não é verdade. Como as ressacas, a abstinência da maconha é uma coisa real.

No entanto, semelhante a uma ressaca, os sintomas de abstinência da cannabis são bastante leves, especialmente em comparação com os do álcool, tabaco e outras drogas.

Usuários regulares que param de fumar podem apresentar os seguintes sintomas (que podem variar de pessoa para pessoa) por algumas semanas:

  • Irritabilidade
  • Dores de cabeça
  • Distúrbios de sono
  • Sintomas como os da gripe
  • Sentimento de tristeza e ansiedade

Felizmente, não duram muito e geralmente não são graves. Se desejar aliviar esses sintomas, é melhor manter-se hidratado, fazer uma alimentação saudável, praticar exercícios e técnicas de relaxamento, como a meditação.

Mito 11: Segurar a fumaça aumenta o efeito da maconha

À medida que os amantes da maconha envelhecem, perdem essa competitividade comum entre iniciantes. Os jovens maconheiros costumam se orgulhar de dar fortes tragadas, prender a respiração por um minuto e tolerar melhor a “onda” da erva.

Quando a novidade passa, esses usuários começam a relaxar e entender que cada pessoa gosta de maconha à sua maneira. Também percebem rapidamente que não leva muito tempo para segurar a fumaça e intensificar o efeito.

Na verdade, não há estudos que apoiem ​​a ideia de que prender a respiração aumenta a quantidade de THC absorvida. Pelo contrário, é mais provável que não seja esse o caso.

Todo o THC passa imediatamente dos pulmões para o sangue. Se quiser ficar mais chapado, essa não é a melhor maneira.

Mito 12: A fome que a maconha dá não é real

Pois bem, é sim. A maconha tende a abrir o apetite porque o paladar e o olfato aumentam depois de ingerida, levando a comer mais. Assim são as coisas. Se você come muito depois que fuma, não é sua culpa. Culpe a ciência.

Mito 13: A maconha afeta mais os pulmões que o tabaco.

Sim, a maconha pode afetar os pulmões da mesma maneira que o tabaco. De fato, todos os tipos de toxinas que passam pelos pulmões podem causar doenças como o câncer. No entanto, o perigo do tabaco vai além da maconha, além da sua alta toxicidade, a quantidade de tabaco consumida é muito maior. Os fumantes consomem muito mais cigarros do que o usuário moderados de maconha. Portanto, não se trata tanto do que é melhor, e sim o quanto você fuma.

Mito 14: A maconha mata as células do cérebro

Um estudo de 2015 desmentiu a ideia de que a maconha produz mudanças radicais no cérebro de jovens que consomem maconha habitualmente. Também é verdade que são necessários mais estudos a esse respeito. Estudos também mostram que a maconha é neuroprotetora e induz a neurogênese.

Mito 15: Dirigir sob o efeito da maconha é tão ruim quanto dirigir alcoolizado

Não é verdade. Dirigir bêbado é muito pior. Não há relatos que indiquem claramente que dirigir após fumar um baseado causa tantos acidentes ou mais do que sob a influência do álcool.

Mito 16: o uso de maconha diminui o QI

O uso de maconha ao longo da vida não está associado ao declínio cognitivo, de acordo com dados longitudinais publicados na revista Brain and Behavior. Os autores do estudo concluíram: “[Essas descobertas] se alinham com a maioria dos estudos existentes, sugerindo nenhuma associação entre o uso de maconha e maior declínio cognitivo. (…) Entre os usuários de cannabis, nenhuma associação significativa com declínio cognitivo relacionado à idade pôde ser demonstrada para a idade de início do uso. Anos de uso frequente de cannabis foram geralmente associados a nenhuma diferença significativa no declínio cognitivo quando comparados com nenhum uso frequente.

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Fitorremediação: como a maconha pode limpar solos contaminados

Fitorremediação: como a maconha pode limpar solos contaminados

O solo é crucial para a vida. Contém tudo o que você precisa para cultivar alimentos saudáveis. No entanto, abusamos das terras agrícolas, de modo que milhões de hectares estão contaminados com substâncias como metais pesados, pesticidas e até mesmo material radioativo. Felizmente, a maconha pode nos ajudar a resolver esse problema.

Pontos-chave

– A fitorremediação envolve o uso de plantas para limpar contaminantes do solo.

– A cannabis tem potencial para fitorremediação, pois pode acumular metais pesados, pesticidas e substâncias radioativas.

– Vários países já começaram a usar a planta para fitorremediação.

– Os cientistas provavelmente descobrirão métodos mais eficazes para limpar o solo com cannabis, incluindo o uso de micróbios simbióticos.

Os solos do nosso planeta estão sob pressão. Após décadas de uso indevido e poluição, muitas áreas de terras aráveis ​​foram dizimadas. No entanto, a cannabis pode ser a chave para limpar esses solos e restaurar seu equilíbrio.

O que é fitorremediação?

“Fito” vem do grego “phyto” que significa planta, enquanto “remediação” vem do latim “remedium” que significa “restaurar o equilíbrio”. Se juntarmos esses dois termos, obtemos uma técnica muito útil baseada em plantas.

A fitorremediação envolve o cultivo de certas plantas em terras contaminadas por metais pesados, pesticidas e outras substâncias tóxicas. Essas plantas são capazes de acumular poluentes, extraindo-os do solo através de suas raízes; as plantas são então colhidas e processadas, evitando que contaminantes sejam reintroduzidos no solo. Por outro lado, algumas plantas estimulam microrganismos do solo que ajudam a decompor poluentes, reduzindo assim a poluição.

Em suma, a fitorremediação permite que os solos sejam limpos de forma natural e sustentável. Este método ajuda a restaurar terras danificadas, restaurando seu potencial agrícola e tornando-as mais seguras para os seres humanos e a natureza.

A importância da fitorremediação

Por que há tanto interesse na fitorremediação? Infelizmente, porque estamos enfrentando um problema sério.

A poluição do solo está afetando a qualidade da agricultura, reduzindo a produtividade em 15-20%. Atualmente, a degradação do solo afeta 3,2 bilhões de pessoas (cerca de 40% da população mundial).

Embora esses números mostrem o terrível impacto humano na natureza, eles são essenciais para implementar soluções urgentemente. Existem várias maneiras de restaurar solos, incluindo métodos físicos (como escavação), métodos químicos (como oxidação) e métodos térmicos (como incineração).

No entanto, a fitorremediação oferece certas vantagens que outros métodos não oferecem. As plantas são uma opção ecologicamente correta e esteticamente atraente que gera menos resíduos secundários. A fitorremediação causa menos perturbações ao meio ambiente do que outros métodos, preserva a saúde do solo e ajuda a capturar dióxido de carbono da atmosfera.

No entanto, o uso de plantas também tem algumas desvantagens. Como parte do ecossistema, as plantas podem introduzir contaminantes na cadeia alimentar. Além disso, as plantas sozinhas têm um sistema radicular limitado e muitas vezes demoram mais para remover contaminantes em comparação aos métodos convencionais.

A ciência por trás da limpeza do solo com plantas e fungos

As plantas não são os únicos organismos que ajudam a remover a poluição do solo. Os fungos, que pertencem a um reino de vida completamente diferente, também podem limpar toxinas do ambiente. Tanto as plantas quanto os fungos conseguem isso por meio dos seguintes mecanismos.

Fitoextração: da mesma forma que absorvem nutrientes do solo, muitas plantas absorvem poluentes através de suas raízes, enquanto os fungos o fazem através de pequenos filamentos semelhantes a raízes chamados hifas.

Fitoestimulação: plantas e fungos liberam exsudatos na zona da raiz, o que estimula a atividade microbiana, o que pode promover a decomposição de contaminantes.

Fitotransformação: plantas, fungos e micróbios são capazes de metabolizar certos contaminantes, transformando-os em substâncias menos nocivas.

Imobilização de metais: algumas espécies de fungos podem fixar metais em sua superfície produzindo glomalina, impedindo que esses metais circulem no solo.

O papel da cannabis na fitorremediação

A cannabis tem grande potencial para fitorremediação. Embora as plantas de maconha destinadas ao consumo devam ser cultivadas em solo de alta qualidade e sob condições rigorosamente controladas, o cânhamo cultivado para uso industrial possui diversas características que o tornam um bom candidato para remover contaminantes do solo, incluindo metais pesados, pesticidas e compostos orgânicos.

De fato, o cânhamo já provou sua eficácia no campo. Até agora, os dados mostram que o cânhamo tem a capacidade de extrair metais pesados ​​do solo, como tungstênio e arsênio. Esta planta também tem o potencial de limpar a terra de pesticidas, solventes e compostos derivados do petróleo.

Por que a maconha é adequada para fitorremediação?

A cannabis tem diversas características importantes que o tornam uma excelente escolha para fitorremediação. Esses recursos incluem:

Raízes profundas: as plantas produzem um extenso sistema radicular que pode atingir até 3 metros de profundidade. Elas podem acessar mais volume de solo do que outras plantas e, portanto, são capazes de absorver mais poluentes.

Crescimento rápido: as plantas podem atingir até 4 m de altura em apenas 100 dias. Esse rápido crescimento permite uma limpeza do solo relativamente rápida.

Biomassa abundante: com seus grandes sistemas de raízes e partes aéreas volumosas, as plantas de cannabis produzem muita biomassa, o que lhes permite armazenar quantidades consideráveis ​​de poluentes.

Adaptabilidade: são resistentes e podem suportar uma variedade de condições, desde climas frios e chuvosos até ambientes secos e áridos.

Tolerância a metais: são capazes de absorver e armazenar metais pesados ​​sem apresentar sinais de toxicidade.

Como a cannabis se compara a outras plantas?

A cannabis oferece vantagens durante e após o processo de fitorremediação. Pesquisas mostram que a planta produz melhores resultados do que a mostarda indiana na limpeza de metais pesados, como molibdênio, vanádio e tungstênio.

Além disso, cresce muito mais rápido do que as árvores usadas na fitorremediação, como o choupo e o salgueiro. Além de sua eficácia no campo, também oferece certas vantagens econômicas que o tornam uma opção muito interessante.

Vantagens econômicas da cannabis

Os humanos usam a planta desde os tempos antigos para fazer cordas, roupas, papel, lonas e muito mais. Embora plantas de cannabis contaminadas não sejam adequadas para consumo, elas têm vários usos potenciais.

Biocombustível: plantas contaminadas podem ser processadas em biocombustíveis, como bioetanol e biodiesel.

Construção: as fibras da planta podem ser usadas para fazer concreto ou material isolante, onde os contaminantes ficarão presos em um material sólido.

Fitomineração: este processo consiste na extração de metais pesados ​​de plantas contaminadas, uma vez que estes metais têm diferentes utilizações a nível industrial. Por exemplo, o cobre é um material valioso para fiação elétrica e bobinas de motor.

Quais contaminantes a maconha pode limpar?

A planta tem mostrado resultados promissores na limpeza de alguns dos poluentes do solo mais persistentes e prejudiciais da agricultura e da indústria. Vários estudos demonstraram a eficácia desta planta contra alguns dos contaminantes listados abaixo, e as características da própria planta cânhamo sugerem sua eficácia contra muitos outros contaminantes.

Metais pesados

Um relatório publicado na revista Plants expõe a eficácia da cannabis na remoção de metais pesados ​​do solo. Essas substâncias causam todos os tipos de problemas em terras agrícolas, desde perturbações do ecossistema e contaminação da cadeia alimentar até poluição das águas subterrâneas e toxicidade de plantas. Pesquisas mostram que as plantas de cannabis podem ajudar a prevenir esse problema, especialmente em relação aos níveis de chumbo, cádmio e arsênio.

Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs)

Os HAPs são poluentes orgânicos formados durante a combustão incompleta de combustíveis fósseis, madeira e matéria orgânica. Essas substâncias prejudicam a biologia do solo, incluindo bactérias benéficas que são importantes para a ciclagem de nutrientes e a saúde do solo. A cannabis mostra potencial para remover HAPs de solos afetados, como benzo[a]pireno e criseno.

Poluentes orgânicos

Poluentes orgânicos incluem uma variedade de pesticidas, herbicidas e solventes industriais que permanecem no solo, onde interrompem a vida microbiana. A filtragem nas águas subterrâneas também representa um risco para humanos e animais. Estudos de campo no Havaí mostram que o cânhamo pode acelerar a degradação da atrazina, um herbicida associado ao câncer, a problemas reprodutivos e a danos à vida selvagem.

Oxiânions

Oxiânions são moléculas carregadas negativamente que vêm principalmente de fertilizantes agrícolas e operações de mineração. Se não forem controlados, eles infiltram-se nas águas subterrâneas, representando um risco à nossa saúde e aos ecossistemas aquáticos. Alguns estudos demonstraram que a cannabis é capaz de extrair oxiânions do solo, como arseniato e molibdato.

Radionuclídeo

Após atividades de mineração e acidentes nucleares, o meio ambiente é contaminado com elementos radioativos, como urânio, césio e estrôncio. Esses elementos representam sérios riscos à saúde, bem como um impacto ambiental de longo prazo devido à sua toxicidade radioativa e longa meia-vida. Algumas pesquisas iniciais sugerem que a cannabis pode reduzir a toxicidade do solo causada por radionuclídeos.

Aplicações em casos reais

Embora o uso da cannabis para fitorremediação ainda não seja muito comum, existem alguns exemplos de casos reais que mostram a eficácia desta planta.

Ucrânia: após o famoso desastre nuclear de Chernobyl, os investigadores plantaram cânhamo na área e descobriram que isso reduziu a contaminação radioativa do solo.

Itália: as plantas de cannabis estão atualmente a ser utilizadas para limpar terras agrícolas contaminadas com dioxinas de uma siderúrgica.

Lituânia: cidadãos deste país têm permissão para cultivar plantas de cânhamo para fitorremediação em propriedades privadas.

A maconha usada na fitorremediação pode ser fumada ou consumida?

Não. A maconha cultivada em terras contaminadas é um perigo para os consumidores. Essas plantas não são adequadas para consumo, pois absorveram metais pesados, compostos orgânicos, elementos radioativos e outras substâncias perigosas. Em estados ou países com mercado legal de cannabis, testes regulatórios são feitos para evitar que a maconha contaminada chegue aos consumidores.

Problemas de segurança com cannabis contaminada

Como as plantas de cannabis tendem a acumular contaminantes, você precisa ter certeza de que está cultivando-as em solo adequado. Testar o solo antes do plantio ajudará a descartar quaisquer contaminantes em potencial, enquanto usar métodos de cultivo orgânico ajudará a manter o solo saudável e limpo para o futuro.

O consumo de maconha contaminada pode causar alguns sintomas de curto prazo, como náusea, dor de cabeça, problemas respiratórios e tontura; também pode causar efeitos a longo prazo, incluindo doenças graves como câncer, problemas neurológicos e cardíacos.

Desafios e limitações da fitorremediação com cannabis

Não há dúvidas de que a cannabis é uma grande aliada na limpeza de pisos. Entretanto, existem alguns obstáculos que têm dificultado seu uso na recuperação do solo.

Obstáculos à sua utilização generalizada

Estes são alguns dos principais obstáculos que impedem o uso generalizado da cannabis para fitorremediação:

Restrições legais: embora muitos países tenham legalizado o cultivo da planta, ainda é ilegal em alguns países.

Existem alternativas mais rápidas: governos e empresas geralmente optam por outras técnicas mais rápidas, como escavação e incineração, embora sejam menos ecológicas.

Descarte de material vegetal: o descarte adequado de material vegetal contaminado é desafiador. Portanto, para poder utilizar a cannabis de forma generalizada para fitorremediação, é necessário melhorar as infraestruturas correspondentes.

Limitações na pesquisa de fitorremediação

A pesquisa sobre fitorremediação de cannabis ainda está em estágios iniciais. Atualmente, os cientistas estão trabalhando para otimizar sua aplicação, levando em consideração o seguinte:

Padronização: ser capaz de analisar diferentes variedades de cânhamo com diferentes contaminantes e tipos de solo ajudará a padronizar estratégias de fitorremediação.

Efeitos a longo prazo: os cientistas precisam identificar o impacto ambiental a longo prazo do cultivo de cannabis, especialmente no que diz respeito ao impacto de plantas contaminadas.

Técnicas aprimoradas: avanços na ciência do solo continuam a revelar a simbiose entre culturas e certos microrganismos. Os cientistas provavelmente investirão tempo e energia testando diferentes insumos em plantas de cannabis para ver como eles impactam a fitorremediação.

O futuro da fitorremediação com maconha

Embora a fitorremediação com cannabis seja rara atualmente, o futuro parece muito promissor. A cannabis já demonstrou grande potencial para limpar solos, e a demanda pela planta só aumentará à medida que o estado do meio ambiente piorar. Então vamos ver o que o futuro reserva.

Avanços na engenharia genética

A cannabis tem uma série de características que a tornam uma excelente escolha para fitorremediação. No entanto, os cientistas estão considerando aplicar engenharia genética para tornar esta planta ainda mais eficaz. Essa tecnologia poderia desenvolver plantas de cânhamo com maior capacidade de absorver e acumular metais pesados, ou plantas com maiores quantidades de biomassa e capazes de absorver certos contaminantes.

Oportunidades econômicas e ambientais

A fitorremediação da cannabis também pode impulsionar as economias de alguns países, ao mesmo tempo em que incentiva iniciativas ecologicamente corretas. Os governos poderiam recompensar os agricultores que cultivam para fitorremediação com subsídios, e novos empregos também poderiam ser criados para processar o material vegetal colhido.

Fitorremediação com cannabis: uma estratégia promissora para descontaminação do solo

O uso indevido da terra pela agricultura e sua contaminação por atividades industriais representam sérios problemas tanto para a produção de alimentos quanto para o meio ambiente. À medida que as condições do solo pioram, os governos podem começar a tomar medidas para remover metais pesados, compostos orgânicos e outros contaminantes.

Além das técnicas físicas e químicas de limpeza do solo, a cannabis oferece uma opção ecologicamente correta. Esta planta não só demonstrou potencial para remover contaminantes do solo, mas ao final do processo fornece um produto com valor econômico. Embora a pesquisa ainda esteja em estágios iniciais, é provável que a cannabis desempenhe um papel importante na regeneração da natureza no futuro.

Referência de texto: Royal Queen

Alguns motivos pelos quais você deve cultivar sua própria maconha

Alguns motivos pelos quais você deve cultivar sua própria maconha

Há muitos motivos pelos quais você deveria pensar em cultivar sua própria maconha. Neste artigo, citamos alguns. Mas entre eles você não encontrará “ficar chapado ou brisado”! Continue lendo e descubra por que todos deveríamos tentar cultivar nossa própria planta de maconha pelo menos uma vez na vida.

Independentemente de ser ou não permitido no país em que vive, hoje, o cultivo de cannabis é cada vez mais aceito pela sociedade. Há muitas razões pelas quais deve pensar em cultivar sua própria planta. Neste artigo, descobrirá algumas!

A MACONHA É MAIS ACESSÍVEL DO QUE ANTES

Deve-se dizer que, em geral, o modo como a questão da maconha é abordada é mais tranquila do que antes. Independentemente das restrições atuais ao cultivo de cannabis em casa, fizemos grandes progressos desde a época da proibição categórica. Além disso, há cada vez mais material educacional na internet e em outros formatos. Isso não se aplica apenas às informações sobre a própria maconha, mas também como cultivá-la bem em casa! Portanto, chegou a hora de você pensar em cultivar sua própria erva. Mas é claro que a primeira decisão-chave é qual semente de boa qualidade cultivará.

POR QUE DEVERIA PENSAR EM CULTIVAR SUA PRÓPRIA PLANTA

Além da acessibilidade, há outras razões pelas quais deve pensar em cultivar sua própria maconha. No final dessa lista, se perguntará por que não fez isso antes!

CONTROLE TOTAL

É sempre bom saber exatamente o que fuma e como produziram. Ainda é difícil saber de onde vem a maconha que é comprada na rua (para não mencionar como é tratada e/ou adulterada), então a questão é mais importante do que nunca.

Sem dúvida, cultivar sua própria planta de maconha fornece controle total sobre todo o processo, desde a germinação das sementes até a colheita, secagem, cura e, finalmente, consumo. Saberá exatamente como suas plantas cresceram, incluindo coisas fundamentais, como o tipo de fertilizantes/nutrientes usados ​​(se usados). Dessa forma, terá todo o poder para estabelecer os padrões de qualidade do seu cultivo.

PODE EXPERIMENTAR

Se decidir cultivar sua própria maconha, poderá experimentar a quantidade de métodos de cultivo e técnicas de treinamento existentes. Obviamente, isso dependerá do que estiver disposto a investir economicamente. Afinal, cada tipo de cultivo requer cuidados e custos diferentes. Dito isto, se você sempre quis experimentar hidroponia como a que viu na internet, ou aplicar uma técnica de treinamento especial como a poda topping ou super cropping, cultivando em casa, terá a oportunidade de testar todas!

Por outro lado, também pode experimentar diferentes partes da planta. Cultivar uma planta inteira, não apenas pelas flores, fornece muito material vegetal extra para consumir. As folhas de açúcar, por exemplo, são carregadas com tricomas e podem ser usadas para fazer um pouco de haxixe ou comestíveis. As demais folhas, que têm menos canabinoides, podem ser usadas para fazer sucos muito saudáveis ​​ou saladas. Então, é claro, se tiver tempo e energia, poderá usar sementes regulares para cultivar suas próprias variedades de maconha. Em outras palavras, cultivar maconha permite que seja criativo durante todo o processo.

ECONOMIZE DINHEIRO

Se você fuma regularmente, para quaisquer fins que seja (vale lembrar que todo uso é terapêutico), cultivar sua própria maconha significa, em última análise, economizar muito dinheiro. Inclusive uma ou duas colheitas podem devolver o investimento inicial em material e energia. Sem mencionar que terá uma ótima colheita sem ter que pegar uma erva de procedência duvidosa na rua.

Obviamente, tudo dependerá da quantidade que consome em média, mas mesmo cultivando uma ou duas plantas a cada vez pode fornecer um fluxo constante de erva que reduzirá significativamente o que costuma gastar com maconha. Cultivar sua própria cannabis também significa que gradualmente se conscientizará dos custos envolvidos no processo, como energia, água, etc. Na maioria dos casos, isso o tornará mais cuidadoso em seus hábitos de consumo, uma vez que entende o esforço necessário.

É DIVERTIDO!

Esta pode ser a razão mais importante de todas. O cultivo lhe dá o gosto de fazer algo novo e traz grande satisfação, além de começar a ver as dificuldades como oportunidades para melhorar. De muitas maneiras, cultivar cannabis é como cultivar qualquer outra planta: pode ser uma forma de passar o seu tempo livre de uma maneira agradável e relaxante. Ao longo do caminho, aprenderá muitas coisas diferentes, desde a criação de um sistema completo de cultivo até um pouco de carpintaria e algumas habilidades hidráulicas e elétricas.

A coisa boa desse hobby é que pode começar com pouco, só precisa de boas sementes e bom solo. Somente se perceber que sua paixão pelo cultivo aumenta com o tempo, obtenha um bom kit de ferramentas. Além disso, o cultivo de maconha é bom para sua saúde: é uma terapia meditativa e ativa que faz bem ao corpo e à mente, especialmente se fizer ao ar livre. Sem mencionar que pode praticar esse hobby quase em qualquer idade e em praticamente qualquer condição.

É MAIS FÁCIL E DISCRETO DO QUE PENSA

Não é por acaso que a maconha também é conhecida como “erva daninha”: essa espécie de planta é realmente mais fácil de cultivar do que pensa. É bastante forte e resistente e pode suportar até mudanças bruscas nas condições meteorológicas sem jogar a toalha. Obviamente, as coisas variam muito de uma variedade para outra. Por exemplo, cultivar a North Thunderfuck é completamente diferente de ter que cuidar de uma Amnesia Haze. Portanto, faça uma pesquisa antes de comprar uma semente específica e verifique se a variedade desejada é adequada ao clima em que vive e quanto tempo e energia está disposto a dedicar.

Como sempre, é melhor começar com pouco e ir aumentando com o tempo e experiências, visando mais e mais a cada vez. Outro aspecto a ter em mente é que, embora a maconha seja uma planta forte e resistente, o resultado final varia muito, dependendo de quão bom pai/mãe você é. Se quiser que sua planta de cannabis sobreviva ao ciclo de crescimento, mas também deseja que ela se desenvolva da melhor forma possível e produza muitas flores resinadas e incríveis, vai depender do seu cuidado.

CONEXÃO COM A NATUREZA

Cuidar de sua própria erva significa ter a oportunidade de observar um processo de maturação bonito, mas lento. Se dedicar o tempo necessário para observar atentamente a planta em cada fase do crescimento, aprenderá a ver como ela se desenvolve e a saber o que precisa em cada fase.

Mas observar é apenas um elemento do processo de aprendizagem. Deve responder ao estágio de comportamento e crescimento da sua planta, o que às vezes significa não fazer nada. Outras vezes, significa ter confiança para agir contra ameaças como deficiências de nutrientes e doenças. Em geral, quando cultiva, investe muito no ciclo de vida da sua planta. Ao experimentar o produto final, saberá que esses buds também têm um pedaço seu. É hora de se orgulhar do que criou!

SEU DINHEIRO NÃO VAI PARA O CRIME ORGANIZADO

Um dos argumentos proibicionistas mais utilizados é que “usuários (supostamente) financiam o tráfico”. O autocultivo de maconha é a forma mais eficaz de combate ao tráfico – quem planta, não precisa comprar.

SEU DINHEIRO NÃO VAI PARA A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

Quem planta pode extrair o próprio óleo e não depende do produto sintético produzido por grandes laboratórios. Além de ser feito de forma caseira, o óleo artesanal é full spectrum (espectro total), isso quer dizer que possui todos os compostos presentes na planta – que trabalham em conjunto produzindo uma melhor eficácia.

E ISSO É APENAS O COMEÇO

Como há tanta informação disponível hoje, pode estudar muitos aspectos diferentes do cultivo de cannabis, seguindo seus interesses e curiosidade. Desde a fisiologia e taxonomia das plantas até o treinamento e a hidroponia, tem muitos assuntos para estudar antes de ficar sem repertório.

Mesmo se não quiser estudar seriamente, aprenderá muito apenas fazendo. Ao escolher diferentes tipos de maconha ou alterar as condições ambientais do seu cultivo, verá que essa fascinante espécie de planta se comporta de maneira diferente. Tente acompanhar o que descobre e observa anotando em um caderno, como o diário de um jardineiro, e documente o processo tirando algumas fotos também. Ter acesso a tudo isso posteriormente não será apenas satisfatório, mas será muito útil para todo o processo de aprendizado.

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Maconha na história: importantes figuras que usaram a erva

Maconha na história: importantes figuras que usaram a erva

O que Shakespeare, Faraó Ramsés II, Alexandre Dumas, Carl Sagan, Rainha Vitória e Louis Armstrong têm em comum? O uso da maconha tem muitos séculos de história e, no post de hoje, falaremos sobre alguns dos grandes personagens que há evidências de que usaram maconha.

William Shakespeare (1564-1616): foi um dos dramaturgos mais importantes de sua época e considerado por muitos o maior escritor de todos os tempos. Entre seus trabalhos estão grandes clássicos como Romeu e Julieta, Hamlet, Otelo e Rei Lear, que ainda hoje estão sendo adaptados ao cinema ou ao teatro.

Há alguns anos, um grupo de pesquisadores encontrou em sua casa em Stratford-upon-Avon, Inglaterra, um conjunto de pipes que uma vez analisados com a técnica chamada espectrometria de massa e cromatografia em fase gasosa, revelou traços de cannabis. A maconha pode ter sido uma fonte de inspiração. Um de seus sonetos se refere a “uma erva daninha”, que para muitos especialistas é um jogo de palavras e provavelmente uma referência enigmática à maconha.

Faraó Ramsés II (1303 A.E.C–1213 A.E.C): foi o terceiro faraó da XIX dinastia do Egito e um dos faraós mais famosos devido em parte ao grande número de vestígios que restam de seu reinado de 66 anos. Era filho do faraó Seti I e Tuya, tinha dezenas de mulheres e centenas de filhos.

Em seu túmulo descoberto em 1881, restos de maconha foram encontrados. E não foi a única múmia egípcia que encontraram, mas em muitas outras. De fato, a maconha é mencionada no papiro Ebers, um dos mais antigos textos médicos conhecidos, para tratar doenças, incluindo glaucoma, hemorroidas e depressão no Antigo Egito.

Carl Sagan (1934-1996): foi astrônomo, astrofísico, cosmólogo, astrobiólogo, escritor e divulgador científico norte-americano. Ganhou grande popularidade graças à série de documentários Cosmos: Uma viagem pessoal, produzida em 1980 e da qual foi narrador e coautor. É considerado um dos disseminadores mais carismáticos e influentes da ciência.

Em 1969, quando Sagan tinha 35 anos e sob o pseudônimo “Mr. X”, escreveu um ensaio falando sobre as ideias que experimentou enquanto usava maconha e seu apoio à legalização. Mais tarde, Sagan defendeu abertamente a legalização da maconha. Foi somente três anos após sua morte e graças a seu amigo Dr. Lester Grinspoon, quando isso foi anunciado.

Alexandre Dumas (1802-1870): acredita-se que Alexandre Dumas tenha publicado 37 milhões de palavras durante sua vida, o que o tornou um dos escritores mais prolíficos da história. As obras do gênio responsável por O Conde de Monte Cristo, Os Três Mosqueteiros e O Homem da Máscara de Ferro foram traduzidas do francês para vários idiomas e adaptadas para mais de 200 filmes. Porém, Dumas fez muito mais do que escrever; Dirigiu também o Teatro Histórico de Paris e foi membro do infame Club des Hashischins (Clube dos Comedores de Haxixe) da mesma cidade. Um círculo exclusivo para membros e reservado exclusivamente à elite intelectual de Paris o Club des Hashischins realizava eventos mensais no Hôtel de Lauzun (na época Hôtel Pimodan) onde pensadores como o próprio Dumas, Dr. Charles Baudelaire e outros apreciavam o dawamesc, uma iguaria árabe feita com maconha, gordura, mel e pistache.

Francis Crick (1916-2004): assim como Carl Sagan, Francis Crick é um cientista cujo trabalho influenciou a todos, mesmo aqueles que não sabem seu nome. O homem parcialmente responsável pela descoberta da famosa estrutura de dupla hélice do DNA e do código genético foi indiscutivelmente um dos pesquisadores mais influentes do século XX; suas descobertas nos permitiram conhecer um dos principais fundamentos do mundo em que vivemos. E embora grande parte de sua vida privada tenha permanecido secreta por muitos anos, uma biografia de Crick de 2009 mostra que ele experimentou LSD e cannabis. Na verdade, ele foi membro fundador do Soma, um grupo de ativistas que luta pela legalização da maconha no Reino Unido desde a década de 1960. Em 1967, ele até escreveu ao jornal Times pedindo a reforma das leis sobre a maconha no país.

Louis Armstrong (1901-1971): é com toda certeza um dos músicos mais icônicos do século 20, influenciando vários músicos de jazz e conquistando o coração de milhões com seu toque único de trompete, sua voz incomum e grave e uma personalidade muito carismática. Um aspecto desse ícone da música foi que ele foi um dos primeiros músicos famosos a admitir abertamente seu amor pela maconha, mas como a cannabis estava envolta em controvérsias na época, essa informação veio à tona várias décadas depois. Armstrong, que começou sua carreira na década de 1920, viveu uma época em que a maconha ainda era um produto legal. Inclusive, ainda não era listada como uma droga. Durante a década de 1920, Louis conheceu a maconha e continuou com ela pelo resto de sua carreira. Ele a chamava afetuosamente de “the gage”, uma gíria comum para a cannabis naquele ambiente.

The Beatles (1960-1970): o dia em que os Beatles conheceram Bob Dylan ficará para sempre marcado como um dos momentos mais importantes da história da cultura pop. Durante a turnê mundial de 1964, John, Paul, George e Ringo conheceram Bob Dylan no Delmonico Hotel, em Nova York. “Ringo voltou para ver como ele estava e, depois de alguns minutos, ele voltou para a suíte um pouco desorientado e confuso”, disse Paul McCartney no podcast de Adam Buxton. O encontro foi organizado pelo jornalista Al Aronowitz e marcou uma virada nas carreiras dos Beatles e de Dylan. No caso dos Fab Four, sua iniciação no mundo da erva marcou o início de uma verdadeira turnê cheia de mistério e magia; ou em outras palavras, uma nova era de experimentação (tanto com música quanto com outras substâncias), ativismo político e um afastamento da perfeição pop comercial pela qual eram conhecidos.

Malcolm X (1925-1965): Malcolm X continua a ser um símbolo do ativismo racial e é famoso pela forma como defendeu o empoderamento dos negros. Não há registros de quem Malcolm consumiu a erva, mas você sabia que ele também foi um vendedor de maconha? Depois de se mudar de Michigan para o distrito de Harlem, na cidade de Nova York, Malcolm passou vários anos negociando cannabis para ganhar dinheiro, muitas vezes para músicos. Em sua biografia, ele fala longamente sobre o tempo que passou pulando de trem em trem para vender maconha ao longo da costa leste dos EUA e mudando frequentemente de “território” para despistar a polícia. “Eu estava viajando pela Costa Leste vendendo maconha para meus amigos que estavam em turnê com suas bandas. Ninguém nunca tinha ouvido falar de um traficante de maconha”, escreveu ele.

Rainha Vitória (1819-1901): foi rainha do Reino Unido de 1837 até sua morte. Com mais de 63 anos de reinado, é a segunda monarca que esteve no trono britânico por mais tempo, superada apenas por sua bisneta, a atual rainha Elizabeth II (prestes a completar 68 anos de reinado).

Seu médico particular, Sir J. Russell Reynolds, para acalmar as cólicas menstruais receitou maconha. O próprio Reynolds escreveria em uma edição de 1890 do The Lancet, uma das revistas médicas mais antigas do mundo, que a maconha é “um dos medicamentos mais valiosos que possuímos”.

Sir William Brooke O’Shaughnessy (1808-1889): foi um médico irlandês famoso por seu extenso trabalho científico e de pesquisa. Em 1833, mudou-se para Calcutá para trabalhar na Companhia Britânica das Índias Orientais. Lá passou nove anos trabalhando como médico e cientista.

Precisamente na Índia, descobriu a maconha, que o intrigou e decidiu investigar. Ao voltar para a Inglaterra, começou a usar maconha para tratar com sucesso espasmos musculares, vômitos e diarreia. Isso encorajou outros médicos a usar os mesmos tratamentos. Também atraiu a atenção da medicina moderna nos Estados Unidos e vários medicamentos patenteados que incluíam maconha podiam ser comprados em quase qualquer lugar.

James Monroe (1758-1831): foi o quinto presidente dos Estados Unidos, sucedendo James Madison. De uma família de classe baixa, antes de chegar à presidência, serviu como soldado, advogado, delegado continental do congresso, senador, governador, secretário de estado e secretário de defesa.

Na obra O Grande Livro do Cânhamo, o autor Rowan Robinson escreveu que Monroe foi apresentado ao consumo de haxixe enquanto foi nomeado embaixador na França e continuou a consumir até os setenta e três anos de idade. Isso significaria que enquanto era o presidente dos Estados Unidos, usava maconha na casa branca.

John Fitzgerald Kennedy (1917-1963): JFK foi o trigésimo quinto presidente dos Estados Unidos. Teve o mais alto índice de aprovação de qualquer presidente americano após a Segunda Guerra Mundial. Foi morto em Dallas em novembro de 1963, sem atingir três anos de mandato.

Várias histórias escritas sobre sua vida afirmam que usava maconha para lidar com sua forte dor nas costas, embora também a usasse recreativamente. Uma biografia publicada contém uma história sobre JFK fumando três baseados com uma mulher chamada Mary Meyer. Após o terceiro baseado, ele teria dito: “suponhamos que os russos tenham feito alguma coisa agora”.

Duas tragadas em um baseado equivalem a uma tragada no bong? Estudo sobre maconha confirma

Duas tragadas em um baseado equivalem a uma tragada no bong? Estudo sobre maconha confirma

Os pesquisadores da University of British Columbia Okanagan (Canadá), Drs. Zach Walsh e Michelle St. Pierre, criaram um Índice de Equivalência de Cannabis (ICE, sigla em inglês), uma abordagem única para dosagem padronizada de maconha em diferentes métodos de consumo.

Publicado no Journal of Psychoactive Drugs, este estudo representa um passo significativo para estabelecer diretrizes de dosagem de maconha comparáveis ​​aos padrões de bebidas alcoolicas.

“Diferentes métodos de consumo de cannabis podem produzir efeitos psicoativos variados, o que dificulta o estabelecimento de doses comparáveis ​​entre os produtos”, explica a Dra. St. Pierre.

“O ICE aborda esse desafio fornecendo equivalências informadas pelo usuário com base em efeitos psicoativos, oferecendo uma estrutura prática para ajudar os indivíduos a tomar decisões informadas e gerenciar melhor seu uso de cannabis”.

O ICE propõe equivalências para o consumo de maconha em “baixa dosagem” com base em experiências relatadas por usuários. Uma análise de dados de mais de 1.300 participantes com idades entre 18 e 93 anos revelou estes equivalentes de baixa dosagem:

– Duas tragadas de um baseado, cachimbo ou vaporizador.
– Um comestível com 5 mg de THC.
– Um quarto de gota de concentrado (dab).
– Uma tragada no bong.

Essas equivalências são baseadas em dados de indivíduos com baixa tolerância à maconha, garantindo que as diretrizes priorizem a segurança e a acessibilidade, principalmente para usuários novos ou pouco frequentes.

“Ao criar diretrizes práticas e centradas no usuário, o ICE pode dar suporte à redução de danos, iniciativas de saúde pública e educação do consumidor, ao mesmo tempo em que melhora a consistência na pesquisa e na política”, diz o Dr. Walsh do Departamento de Psicologia da UBCO.

Referência de texto: UBC Okanagan

Microrganismos endófitos: o microbioma das plantas de maconha

Microrganismos endófitos: o microbioma das plantas de maconha

As plantas não apenas abrigam diferentes organismos em sua superfície, mas também dentro delas. A maioria das pessoas sabe que os animais têm um microbioma intestinal, mas muitas pessoas não sabem que as plantas também têm o seu próprio ecossistema interno equivalente.

Neste artigo analisamos os endófitos da cannabis, que são os microrganismos que vivem dentro das plantas de maconha.

Introdução ao paradigma holobiont

Durante a maior parte do período em que reinou a “ciência moderna” (e possivelmente antes), todos os seres vivos foram considerados entidades individuais e distintas; isto é, uma pessoa é uma pessoa, uma bactéria é uma bactéria, uma planta é uma planta, etc. No entanto, o paradigma holobiont questiona esta ideia, e no que diz respeito às plantas, redefine-as como comunidades interligadas, formadas pelos organismos que nelas vivem, no seu interior e no solo circundante, com os quais mantêm uma relação simbiótica.

Basicamente, este paradigma considera as plantas como parte de um sistema maior que inclui o seu próprio microbioma.

O microbioma e a saúde das plantas

O microbioma das plantas e da maioria dos grandes organismos é composto por bactérias, fungos, vírus e outros microrganismos. Embora muitas pessoas acreditem que todos os micróbios são patógenos nocivos, na verdade não é esse o caso. Na verdade, um microbioma diversificado está associado a plantas mais saudáveis ​​e resistentes. Alguns micróbios nos ajudam a regular a ciclagem de nutrientes, a se defender contra agentes patogénicos e a otimizar as suas interações no ecossistema.

Tomemos o substrato como exemplo. Se não contiver microrganismos, nada impedirá uma possível invasão de patógenos. Por outro lado, se o solo tiver um bioma saudável, permanecerá em estado de equilíbrio, o que significa que, embora possam existir alguns patógenos, eles não podem se multiplicar de forma descontrolada.

O que são endófitos da maconha?

Endófitos são microrganismos que vivem no interior dos tecidos vegetais, estabelecendo uma relação simbiótica, neutra ou ocasionalmente parasitária. São considerados organismos separados da própria planta, mas vivem nela e dela dependem.

Esses organismos estão presentes em todas as espécies vegetais e são parte fundamental de seus ecossistemas internos. Os endófitos abrangem todos os tipos de espécies, formando associações simbióticas com plantas para troca de nutrientes e sinais bioquímicos, muitas vezes de formas mutuamente benéficas.

A nível etimológico, “endo” significa “dentro”, enquanto “fito” refere-se à planta. Portanto, endófito significa “dentro da planta”.

Como os endófitos são introduzidos nas plantas de maconha?

Dependendo da espécie, os endófitos possuem diversas formas de entrar nas plantas de maconha. Isso implica que estão presentes em todas as fases da vida de uma planta.

Os principais métodos de transmissão incluem:

Transmissão vertical: alguns endófitos são transmitidos das plantas-mãe para seus descendentes através de sementes e pólen. Isso garante que as gerações subsequentes herdem os micróbios benéficos.

Colonização radicular: os endófitos também entram nas plantas através das raízes, interagindo com o solo e a rizosfera.

Partes aéreas da planta: os micróbios podem entrar nas plantas através de suas folhas, caules e flores, através de orifícios microscópicos.

Os endófitos das plantas de maconha

As plantas de maconha abrigam vários endófitos em vários tecidos de sua anatomia. Vamos ver onde vivem os diferentes tipos e quais espécies podem ser encontradas em cada parte da planta.

Buds (flores/frutos): abrigam numerosos microrganismos, alguns dos quais são benéficos. As comunidades microbianas nos buds podem influenciar o perfil químico da planta, incluindo canabinoides e terpenos. Estas são algumas das espécies que podem estar presentes nos buds:

– Pantoea sp.
– Bacillus licheniformis
– Bacillus sp.
– Penicillium copticola

Tricomas: os endófitos podem viver não apenas nos buds, mas também nos tricomas que os cobrem. Acredita-se que os endófitos fixadores de nitrogênio presentes nas células dos tricomas contribuam para a ciclagem de nutrientes e possam influenciar a produção de canabinoides.

Sementes: atuam como transportadoras de endófitos e são um mecanismo chave para sua transmissão às gerações subsequentes. As espécies presentes nas sementes de maconha incluem:

– Brevibacterium sp.
– Aureobasidium sp.
– Cladosparium sp.

Folhas: alguns dos endófitos que vivem nas folhas poderiam melhorar a eficiência da fotossíntese e ajudar a combater doenças foliares. Estas são algumas das espécies endófitas de folhas de maconha:

– Pseudomonas sp.
– Cochliobolus sp.
– Alternaria sp.

Pecíolos: são as pequenas caudas que prendem as folhas aos galhos. Acredita-se que os microrganismos nos pecíolos facilitam o transporte de nutrientes entre os caules e as folhas, o que é essencial para a vitalidade das plantas. As espécies que habitam o bioma pecíolo incluem:

– Acinetobacter sp.
– Agrobacterium sp.
– Enterococcus sp.

Caules: contêm endófitos que ajudam a reforçar a sua integridade estrutural e também oferecem alguma proteção contra vários patógenos. Os endófitos do caule incluem as seguintes espécies:

– Alternaria sp.
– Schizophyllum sp.
– Aspergillus flavus

Raízes

As relações simbióticas estabelecidas entre raízes e microrganismos são um dos aspectos mais conhecidos e pesquisados ​​da planta cannabis. Os endófitos associados ao sistema radicular desempenham papel fundamental no ciclo da rizofagia, por meio do qual as plantas recebem nutrientes dos microrganismos em troca dos açúcares que produzem. Endófitos de raiz incluem:

– Proteobactérias
– Criseobactéria
– Pseudomonas sp.

Como os endófitos beneficiam as plantas de maconha?

Os endófitos podem beneficiar as plantas de várias maneiras, e esse trabalho em equipe pode levar a espécimes mais saudáveis, mais potentes e produtivos. Então vale a pena conhecer suas vantagens!

Crescimento das plantas: alguns endófitos podem estimular a produção de hormônios de crescimento vegetal, como auxinas e citocininas. Isto incentiva a ramificação e o desenvolvimento das raízes, o que por sua vez melhora a absorção de nutrientes e contribui para um melhor crescimento geral.

Absorção de nutrientes: como mencionamos, a absorção de nutrientes pode melhorar graças aos endófitos das raízes. Esses microrganismos fornecem às plantas formas mais acessíveis de nutrientes essenciais (como nitrogênio e fósforo), melhorando assim sua absorção. Eles também trabalham simbioticamente com a planta para reciclar os nutrientes do solo.

Resistência a doenças: a presença de um ecossistema diversificado cria um ambiente competitivo, o que significa que os agentes patogénicos nocivos terão dificuldade em reproduzir-se e prejudicarão a saúde das plantas. Isto reduz o risco de doenças e infecções. Além do mais, alguns endófitos produzem compostos antimicrobianos que protegem a planta por dentro.

Modulação de metabólitos secundários: ao influenciar a biossíntese de canabinoides e terpenos, os endófitos podem afetar o aroma, o sabor e a potência de uma planta. Ainda estamos longe de saber aproveitar isso para modificar deliberadamente o sabor e os efeitos das nossas colheitas, mas simplesmente saber que isso pode ser feito é muito interessante.

Melhores colheitas: se levarmos em conta tudo isso, obteremos plantas mais saudáveis, melhor nutridas e com crescimento mais rápido, o que se traduz em maiores colheitas de buds de qualidade; afinal, é isso que a maioria de nós procura.

Como aproveitar o poder dos endófitos ao cultivar maconha

Dado o potencial dos endófitos para melhorar o desenvolvimento das plantas e o produto final, você pode estar se perguntando como aumentar a presença deles no seu cultivo. Muitas vezes é melhor deixar a natureza seguir seu curso; embora isso às vezes possa ser complicado. Aqui estão algumas dicas para manter em mente.

Não esterilize as sementes: em primeiro lugar, não esterilize as sementes de maconha, pois isso matará os micróbios benéficos que nelas vivem, evitando a transmissão vertical inicial. Preservar a transmissão natural da planta-mãe para a muda é uma maneira simples de dar às suas plantas a dose inicial de endófitos.

Use técnicas de cultivo regenerativas: as técnicas de cultivo regenerativo favorecem o aparecimento de vida no ambiente, o que inevitavelmente leva à presença de endófitos. Esses métodos de cultivo incluem plantio direto, cobertura morta e compostagem.

Os cultivos de cobertura também promovem a saúde do solo e fornecem habitat adequado para micróbios benéficos e, portanto, podem ajudar as suas plantas de maconha.

Aplicar endófitos diretamente: para obter um resultado mais rápido, você pode aplicar os endófitos diretamente. Isto é especialmente útil se você cultiva dentro de casa, onde é possível otimizar as condições ambientais para um melhor desenvolvimento. Para fazer isso, você pode usar inoculantes microbianos, como bactérias do ácido láctico (LAB) e algas.

O futuro dos endófitos no cultivo de maconha

Embora a investigação sobre endófitos da planta de cannabis ainda esteja numa fase inicial, o potencial destes organismos é enorme. E isto não se aplica apenas ao cultivo de maconha, mas a todos os cultivos em geral. Não só poderíamos fumar maconha melhor graças aos endófitos, mas também poderíamos comer alimentos mais saudáveis!

Mas quando se trata de maconha, podemos ser capazes de associar certos microbiomas a certas cultivares, de modo a obtermos o melhor de certos genótipos, melhorando ainda mais as suas qualidades. Ou talvez possamos desenvolver tratamentos ecológicos à base de endófitos para combater certas pragas e doenças e, assim, manter a saúde das plantas sem prejudicar o meio ambiente. Se houver vontade, as possibilidades são imensas.

Referência de texto: Royal Queen

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