Primeira feira de literatura canábica do país chega com peso no Rio

Primeira feira de literatura canábica do país chega com peso no Rio

No próximo sábado (20) os amantes da boa leitura e da boa erva, que estiverem na Cidade Maravilhosa, poderão participar da I Bienol do Livro – Feira Literária Antiproibicionista.

A Bienol do Livro reúne autores de livros, revistas, quadrinhos e afins, além de criadores de diversos conteúdos impressos, para um encontro que consistirá em programação de um dia relacionada às obras antiproibicionistas publicadas em território brasileiro bem como do exterior.

A feira conta com a presença de autores de vários estados do Brasil e com obras de diversos países à venda. Além de obras raras em exposição e sorteios de revistas e brindes.

O evento acontece às 16:20 na Headshop La Cucaracha na Rua Teixeira de Melo 31H, em Ipanema! Não perca essa oportunidade de legalizar a informação! Para mais informações clique aqui!

Marcha da Maconha espalha a marofa em Curitiba

Marcha da Maconha espalha a marofa em Curitiba

A garota entra em delírio porque a cachorra está com um baseado gigante na boca. Não demora muito para então o animal virar atração das pessoas que se aglomeram em plena Rua XV de Novembro para a 11ª Marcha da Maconha de Curitiba. De longe os policiais apenas observam a crescente movimentação de maconheiros que vai aos poucos tomando conta do calçadão. “Tá legalizado? Não tá! Mas pra hoje vamos ter que ficar só controlando a movimentação” diz o policial.

O cheiro de maconha vai se alastrando pelo centro. Por todo lugar, gente dichavando, bolando, fumando e passando um baseado. Bondade dos cosmos por ter dado sol a aquele sábado de outono; beck molhado por conta de chuva deixa qualquer maconheiro desanimado.

O bloco BatuCannabis começa a ajeitar os instrumentos e logo dá as primeiras batidas no surdo. Mais à frente, os militantes se posicionam com faixas e cartazes. “Vamos legalizar galera!” grita um dos organizadores do evento. Vai chegando perto da hora do início da marcha. Jornalistas e fotógrafos registram com fotos e vídeos os maconheiros se organizando. Eis que “Beeeeeeeh”, a buzina do megafone do organizador avisa às milhares pessoas ali presentes que é hora de marcha. “Deu quatro e vinte!”.

Juntar milhares de maconheiros pode ser complicado. É cada um com seu baseado, uns com prensado fraco, outros com murruga forte. Alguns mais chapados, outros menos. A sequela atinge os manifestantes assim que a marcha sai da Boca Maldita. A caminhada segue um tanto quanto desarmoniosa, por conta do passo lento de alguns, mas logo toma ritmo, e o povo de Curitiba vira plateia do movimento canábico. “Se você pensa que maconha mata/ Maconha não mata não/ Maconha vem da natureza/ Quem mata é a proibição.”

É claro que a Marcha recebe muita cara feia à medida que passa pelas ruas apertadas do centro de Curitiba. A fumaça, que pode ser vista de longe como uma grande nuvem, chega até os prédios e entra nos apartamentos. No alto, os velhos fecham as janelas e fazem um gesto de mal cheiro para os maconheiros na rua.

A Marcha da Maconha é apenas a marofa de um baseado, que pode ser sentida e causar um leve efeito nas pessoas ao redor, mas sem dar todo o barato de um trago. Com cada vez mais usuários saindo do armário e se engajando por uma mudança da lei de drogas, mais forte vem se tornando a pressão em cima do governo. Não dá para ficar fumando maconha no sofá da sala enquanto assiste Cheech Chong e come pizza. Tem que fazer a cabeça na rua e gritar “Ei Polícia, Maconha é uma delícia!”.

Assim que a noite cai, a marcha chega ao seu ponto final, na frente do Palácio do Iguaçu, sede do governo do estado. A luz das motos dos policiais que protegem o palácio evidencia a fumaça que cerca o aglomerado de pessoas. O pessoal da BatuCannabis continua fazendo barulho, enquanto alguns manifestantes se revezam para lançar discursos de ordem. “Se manifestar à favor da legalização da maconha é se manifestar pela liberdade de você fazer o que quiser com seu corpo. O corpo é seu! Ninguém tem o direito de dizer se você pode ou não usar maconha!”.

A paz está presente na cabeça de quem quer fazer o bem e fumar maconha. A Marcha da Maconha põe em cheque um estereótipo que precisa ser quebrado, e prova como um grupo visto como marginal pela sociedade pode ter uma conduta pacífica mesmo sob o efeito de uma substância psicoativa. Não dá mais para viver com ideias antiquadas. O sinal está verde, e a gente precisa seguir em frente.

Por Francisco Mateus

É dia de Marcha da Maconha! Dia de lutar pela liberdade!

É dia de Marcha da Maconha! Dia de lutar pela liberdade!

Várias cidades do país irão marchar pela liberdade! São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Natal, Florianópolis, Brasília e Porto Alegre são algumas das muitas cidades que estão representando o cenário canábico brasileiro.

Usuários, cultivadores e simpatizantes da erva estão convocados a mostrar a toda à sociedade que o maconheiro não é o que muitos tentam estereotipar. São médicos, advogados, professores, jornalistas, engenheiros, padeiros, mecânicos, artistas, atletas, pessoas comuns e gente de bem! Todos juntos marchando pelo mesmo objetivo. A liberdade!

Liberdade de escolher qual a medicina mais adequada para o seu tratamento, que muitas vezes não funcionam com tratamentos convencionais. Liberdade para não ser mais perseguido apenas por fazer uso religioso de uma planta usada há milênios por diversas culturas. Liberdade de fazer uso recreacional de uma erva que é 144 vezes menos nociva do que o álcool. Liberdade de cultivar a cura que nasce no quintal e não precisar pagar caro por um fumo de procedência duvidosa sem nenhum controle de qualidade.

Todos que cultivam a consciência, que sabem dos benefícios da maconha, assim como conhecem os malefícios da proibição. Todos vocês são indispensáveis nessa luta!  Vamos juntos fazer nossa parte por um futuro mais digno! Vamos à marcha Brasil!

Tá chegando: Marcha da Maconha com Jah pela Legalização

Tá chegando: Marcha da Maconha com Jah pela Legalização

Curitiba não tem praia, mas a maresia vai tomar conta da capital paranaense neste sábado (6) com a 11ª edição da Marcha da Maconha. O evento, que tem sua concentração marcada para às 15h na boca maldita, e que acontece também em outras cidades do Brasil e do mundo, tem como objetivo pressionar o governo para que haja uma mudança na legislação brasileira de drogas.

É preciso chapar a sociedade com a fumaça da razão para livrá-la das garras da ignorância e do preconceito. Maconheiro quer fumar camarão verde, tirado do ventre da natureza e sem adulteração em sua composição. Mas na terra tupiniquim, comprar maconha prensada com barata é mais fácil do que comprar um hot dog com batata palha prensado na chapa. A vergonha de se consumir uma erva de péssima qualidade se mistura com a tristeza de ser refém do tráfico.

“Doutor, a maconha não faz mal!” Se diz ao médico que duvida dos benefícios da erva. “Quem mata é o tráfico, doutor. Confesso que a garganta sofre com o prensado diário, mas essa é infelizmente a maconha nossa de cada dia”. Na rua, o guarda te aborda e fala “ei cabeludo, que cheiro é esse? Encosta na parede e cala a boca”. No turbilhão de pensamentos, a mente quer dizer “seu policial, no meu beck, nem sei quanto tem de maconha. A parada é 3 pá 1, mas não sei o que tem nele”. O policial solta o maconheiro, prender garoto branco é perder tempo.

Mas aí, no 3 pá 1, aparece uma semente como um presente divino. Vai pro Distrito 420 e começa a ler sobre como cultivar a própria ganja. É acomodar a semente no papel toalha úmido e só esperar a mamãe natureza agir sobre ela. Em alguns dias, já dá pra ver saindo da casca aquilo que futuramente se tornará a sedutora Maria Joana. Paciência, e cuidado, contando no calendário os dias do período vegetativo e do período de floração. A planta vai crescendo, ficando bonita, e com início de buds.

“Briiiiii” é som da campainha. Ao abrir a porta, o policial logo vai gritando “pro chão maconheiro filho da puta”. Fodeu geral, e não tem pra onde correr. “A vizinha falou que tem vinil do Peter Tosh girando e planta proibida crescendo. Vai pra delega, e a planta vai junto”. Tratamento de bandido para quem só queria ficar chapado sem prejudicar ninguém, ser brasileiro é bacana contanto que siga as regras da caretice social.

Chegando na delegacia, um moleque de bermuda suja e havaiana nos pés está sentado esperando para ser escoltado para a cela. Foi detido como trafica por uma ponta de uma baseado ruim. “Cê levou sorte garoto, vai ser enquadrado como usuário mesmo. A planta foi achada ao lado de um pacote de seda e um dichavador. Mas vai ficar fichado aqui”. Cor da pele e endereço residencial vale mais que R.G.

Perdeu a planta, e perdeu a pira. Vai ter que voltar a comprar prensado do tráfico. O 3 pá 1 não vai sair da rua enquanto maconheiro não pedir por mudanças na lei. Melhor do que fumar um beck sozinho, é fumar um baseado king size ao lado de maconheiros que tem o mesmo objetivo que você: o fim do preconceito, o fim da guerra, e uma maconha boa pra queimar.

Por Francisco Mateus

Bhang, a bebida indiana à base de maconha

Bhang, a bebida indiana à base de maconha

A maconha é usada na Índia desde 2000 A.C, mas, pelas leis do país é crime cultivar, vender, transportar, importar ou possuir a erva. Entretanto, a maconha é amplamente consumida através dos bhangs durante os festivais sagrados, como o Holi, o festival das cores que acontece na primavera. A bebida é preparada com folhas e flores de maconha que dá origem a um concentrado. Este concentrado é utilizado no preparo de bebidas e comidas.

Durante o Holi, o bhang está sempre presente em forma de drinque: o bhang lassi. Parecido com um milkshake de maconha, é uma bebida feita com iogurte ou leite, nozes, pimenta-do-reino e açúcar. Os indianos hindus usam o bhang em devoção ao deus Shiva. Segundo a religião, Shiva estava envenenado por uma poção chamada halahala e só se curou após consumir cannabis. Desde então, a erva é associada à religião e principalmente aos festivais hindus.

Os bhangs são vendidos em lojas especializadas que precisam ser regulamentadas pelo governo. Como plantar maconha é proibida na Índia, as bebidas só podem ser produzidas pelas plantas que nascem naturalmente, mas não há um forte controle do governo indiano para classificar as plantas que crescem de maneira selvagem. Portanto, não há repressão das autoridades indianas para combater a venda ilegal de bhangs.

 Os efeitos do Bhang são similares a comer um cookie de maconha. A onda demora a bater, mas, quando bate, é muito mais forte do que fumar um baseado, além de durar mais tempo. Muitos turistas são atraídos pelos Bhang shops e subestimam os efeitos da bebida. Alguns pedem o dobro de bhang no drinque para ficarem mais chapados e acabam passando

Em umas das entrevistas do documentário Holy Bhang, um homem diz que, se a pessoa está feliz, sua felicidade será intensificada, mas se ela estiver triste, sua tristeza também poderá ficar maior.

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