por DaBoa Brasil | ago 20, 2016 | Curiosidades, Saúde
Já estão mais que comprovados os satisfatórios resultados no uso da maconha medicinal. Bem como já não restam dúvidas dentro da ciência de que o excesso de sódio faz muito mal. Ou seja, falar que o miojo causa mais problemas que a maconha já é uma realidade consolidada.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos devessem consumir menos de 2 gramas de sódio – ou menos de 5 gramas de sal – ao dia. Isso equivale a menos de uma colher de chá rasa de sal ou cinco pacotinhos daqueles servidos em restaurantes, já que cada um contém 1 grama.
Uma pessoa com níveis elevados de sódio pode desenvolver pressão alta, doenças cardíacas e derrames, as duas principais causas de morte e incapacidade no mundo, também de acordo com a OMS.
Dito isso, saibamos que somente um único pacotinho de macarrão instantâneo oferece mais da metade da quantidade recomendada em apenas uma única refeição. São cerca de 1500 mg de sódio – uns 60% diários.
Além dessa aula de pressão alta, outros ingredientes preocupam. São eles: TBHQ, Propilenoglicol, MSG, ‘um óleo vegetal que é não especificado’ e também xarope de milho. A ciência afirma que o xarope de milho pode ser riquíssimo em gordura saturada. Já o MSG pode causar fortes dores de cabeça, náuseas, palpitações cardíacas, sudorese e também rubor facial. E não é só isso. O TBHQ é um forte conservante que também pode causar zumbidos nos ouvidos, delírios e náuseas.
Para afirmar ainda mais todos esses males, uma pesquisa divulgada no The Journal of Nutrition estudou por algumas semanas a alimentação de 10.711 adultos que comiam bastante miojo. E o resultado foi preocupante, apontando como consequência a pressão arterial elevada, excesso de gordura abdominal, diabetes e colesterol alto.
E é diante desse contexto que apresentamos um estudo realizado pelo pesquisador Wayne Hall, professor da universidade de Queensland, que explorou por meses quais seriam os efeitos da maconha e do macarrão instantâneo no organismo, e chegou à conclusão que o macarrão instantâneo causaria um “retardamento mental” muito acima do que a erva. Um vende no mercado e outro ainda é proibido. Fica mesmo difícil de entender.
E para tirar a prova o estudo durou 3 meses e reuniu cerca de 100 pessoas: 50 que consumiam diariamente o miojo e outras 50, maconha. Os “miojeiros” tiveram uma queda de 12% da produtividade, enquanto os maconheiros tiveram apenas 2%.
Fonte: meionorte.com
por DaBoa Brasil | ago 19, 2016 | Saúde
Um novo estudo que será publicado na próxima edição da revista eLife, e publicado online antes da sua impressão pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, descobriu que os canabinóides podem aumentar as respostas visuais.
“Os receptores canabinóides de tipo 1 (CB1Rs) se expressam amplamente na retina dos vertebrados, embora o papel dos endocanabinoides na visão não é totalmente compreendido,” começa o resumo do estudo.
Em um “ensaio com girinos Xenopus”, os pesquisadores mostraram que a “ativação CB1R [tal como é feito, naturalmente, através do consumo da maconha] melhora a sensibilidade ao contraste visual em condições de pouca luz.”
Eles concluem; “Estes resultados destacam o papel dos endocanabinóides na visão, e apresentam um novo mecanismo de modulação canabinoide da atividade neuronal através da regulação do Cl-.”
O estudo completo – intitulado “sinalização endocanabinóide melhora respostas visuais através de modulação dos níveis de cloreto intracelular nas células ganglionares da retina” – pode ser encontrado clicando aqui.
Fonte: lamarijuana
por DaBoa Brasil | ago 15, 2016 | Economia, Política, Saúde
Quem precisa importar medicamentos à base de Canabidiol no Brasil espera, em média, 13 dias para obter uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável por liberar os pedidos. Desde 2014, a Anvisa recebeu 1759 processos, dos quais 1622 já foram autorizados. Alguns aguardam análise ou adequações no processo para a liberação.
A Anvisa permite a importação para pessoas físicas, somente com prescrição médica e justificativa para a utilização do Canabidiol como alternativa às opções terapêuticas já registradas no país. A agência tem um formulário online para que os pacientes informem eventuais efeitos colaterais após o uso dos produtos.
O assunto tem gerado controvérsia, e um dos motivos é o fato do Canabidiol ser extraído da maconha. Contudo, o uso medicinal não se confunde com o uso recreativo da droga: os remédios à base de Canabidiol não têm efeitos psicotrópicos. E, tendo em vista todo o processo de importação e burocracia, recorrer a esse tipo de medicamento no Brasil costuma ser a última alternativa, em especial para pais de crianças ou adolescentes com transtornos que geram crises convulsivas graves.
Na área médica brasileira, há mais proximidade de um consenso sobre o uso do Canabidiol para a Epilepsia, mas não para outros tipos de doença. Enquanto o Conselho Federal de Medicina (CFM) somente autoriza para casos de crianças e adolescentes com Epilepsia que sejam refratários aos tratamentos convencionais, alguns médicos no Brasil têm receitado e defendido o Canabidiol para outros casos, como dores crônicas e Mal de Parkinson.
Desde 2014, uma crescente flexibilização da importação de medicamentos à base de Canabidiol vem ocorrendo no país. Na época, o documentário “Ilegal – A Vida Não Espera” deu bastante destaque ao tema no debate público. Em janeiro de 2015, a Anvisa retirou a proibição contra o Canabidiol, que passou então a ser uma substância controlada. Mesmo antes disso, o órgão vinha liberando pedidos excepcionais. Já em abril de 2015, novas regras foram publicadas para simplificar a importação nos casos de necessidade.
Canabidiol e THC
A mais recente resolução da Anvisa sobre o tema foi publicada em março deste ano, permitindo também a prescrição médica e importação de produtos com maior teor de Tetrahidrocannabinol (THC). Essa última resolução foi publicada em cumprimento a uma decisão judicial e criticada pela própria Anvisa, que inclusive vem tentando derrubá-la.
Na decisão, o juiz federal do Distrito Federal (DF), Marcelo Rebello Pinheiro afirma que a substância é autorizada apenas para fins medicinais e científicos. Ele respondeu a pedido que havia sido feito pela Procuradoria da República do DF, que cita experiências de países como Canadá, Estados Unidos, Holanda e Israel, onde o uso medicinal é liberado e controlado de formas variadas.
Segundo a Anvisa, muitos dos produtos à base de Canabidiol e THC não são registrados como medicamentos nos seus países de origem, não sendo possível garantir a dosagem adequada ou conhecer os possíveis efeitos adversos. O CFM também reagiu negativamente à ultima resolução da agência reguladora.
Cadastramento
O cadastramento para a solicitação pode ser feito online ou por carta enviada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Coordenação de Produtos Controlados – Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) – Trecho 5, Área Especial 57, Brasília, CEP 71205-050. Se aprovada, a autorização tem validade de um ano, e então basta apresentar a prescrição médica diretamente nos postos da Anvisa localizados nos aeroportos.
Fonte: atarde
por DaBoa Brasil | ago 12, 2016 | Saúde
A administração de quantidades extremamente pequenas de THC (tetrahidrocanabinol) e CBDA (canabidiol ácido) – ambos os componentes da maconha – é eficaz no tratamento e prevenção de náuseas e estimula o apetite em pessoas que se submetem a quimioterapia, é o que diz um novo estudo. O estudo foi publicado na revista Psychopharmacology, e publicado online pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA.
“O objetivo deste estudo foi de determinar o efeito da combinação de doses orais subliminares de Δ 9 – tetrahidrocannabinol (THC) e ácido canabidiólico (CBDA) sobre as náuseas agudas e antecipatórias em modelos de rato de condicional”, diz o resumo estudo.
No estudo, os investigadores descobriram que; “No caso de náusea aguda, a administração IG de doses subliminar de THC (0,5 e 1 mg / kg) ou CBDA (0,5 e 1 mg / kg) suprimiu significativamente as náuseas aguda induzidas boca, enquanto que doses individuais mais altas tanto THC e CBDA foram maximamente eficaz.”
Eles continuaram; “A administração combinada de doses mais elevadas de THC e CBDA (2,5 mg / kg de THC-2,5 g / kg CBDA; 10 mg / kg de THC-10 mg / kg CBDA; 20 mg / kg-20 mg de THC / kg CBDA) também melhorou reações hedônicas positivas para a solução de sacarina durante o condicionamento”.
O estudo conclui, “A administração oral de doses subliminares de THC e CBDA pode ser um tratamento eficaz para as náuseas agudas e náuseas antecipatórias melhorarando o apetite em pacientes de quimioterapia.”
Fonte: lamarijuana
por DaBoa Brasil | ago 8, 2016 | Política, Saúde
Muito tem se falado sobre o uso medicinal da maconha, mas ainda é preciso esclarecer algumas questões que dificultam a adesão da sociedade, médicos e governo a tratamentos cientificamente comprovados. A primeira confusão está justamente em falar sobre os benefícios da maconha para a saúde, pois a medicina e a ciência têm feito valer das propriedades do cânhamo.
Embora a maconha e o cânhamo sejam da família da cannabis, é importante destacar que se tratam de plantas diferentes. Enquanto a maconha é baixa e espessa, o cânhamo é alto e longo. Além das diferenças físicas, a maconha contém grandes quantidades do canabinóide psicoativo THC (tetrahidrocanabinol) e o cânhamo pode conter quantidades relativamente grandes do canabinóide não psicoativo CBD (canabidiol).
Dentro do contexto científico, é o canabidiol que nos interessa. Este ativo tem efeito significativo para condições neurológicas em que os medicamentos farmacêuticos tradicionais não atuam como o esperado. Isto ocorre, em grande parte, porque os medicamentos farmacêuticos visam a sinapse, onde somente 2% de toda a comunicação neurológica ocorre. Já os canabinóides visam um espectro muito mais amplo de atividade neurológica, capazes de criar intervenções de terapia potencialmente inovadoras em termos de medicina neurológica.
Por isso, o canabidiol tem sido utilizado para o tratamento de doenças neurológicas graves em vários países, entre eles, o Brasil. Em abril de 2014, a importação da substância foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após a solicitação de Katiele Fischer, mãe de uma menina de cinco anos, com CDKL5, síndrome que, entre outras manifestações, ocasionava mais de 80 convulsões por dia na criança. O pedido de Katiele foi embasado no caso de Penny Harper, uma americana, também mãe de uma menina com a síndrome, que iniciou o tratamento com o canabidiol e conseguiu reduzir a incidência de convulsões da filha de 40 por dia para zero em um período de pouco mais de 60 dias, o que permitiu a criança voltar a se desenvolver fisicamente e restabelecer a relação com a família.
Os benefícios do uso do canabidiol em pacientes com doenças neurológicas graves são comprovados. Tanto que, atualmente, o governo federal brasileiro subsidia o tratamento para portadores de diversas síndromes. Essa iniciativa é de suma importância para o adequado tratamento de pessoas com determinadas doenças neurológicas. Sem o suporte do governo, muitas famílias recorriam a métodos ilegais de importação, cultivo e produção do medicamento para alívio dos sintomas dos pacientes. Esses atos de amor e desespero, embora legítimos, poderiam trazer problemas legais aos familiares e metabólicos para os pacientes. Isso porque a produção caseira pode não ter a quantidade adequada de canabidiol e conter alto índice de THC, substância com propriedade psicoativa. O canabidiol industrial é preparado por uma empresa especializada, que realizou diversos estudos científicos e continua monitorando o desenvolvimento dos pacientes que iniciaram o tratamento com a substância.
A primeira batalha que tinha como objetivo a liberação da importação do canabidiol para tratamento médico no Brasil foi vencida, mas a guerra ainda não acabou. Embora os resultados sejam comprovados, o tema ainda é polêmico e pouco discutido no país. Por isso, é importante disseminar as informações. A esperança de muitos familiares, pacientes e minha, como médico, é que os benefícios do tratamento se sobressaiam perante a sociedade para que o tema seja desestigmatizado. Afinal, o que todos querem, é apenas viver da melhor maneira possível. (*Por Stuart W Titus, médico e CEO da Medical Marijuana Inc)
Fonte: Bonde
por DaBoa Brasil | jul 27, 2016 | Economia, Saúde
O exército italiano está plantando grandes cultivos de maconha com fins de produzir a 8 euros a grama da maconha, de acordo com o coronel supervisor da produção.
Em setembro de 2014, o governo da Itália, anunciou que o exército ajudaria a incrementar a produção de maconha medicina, criando a primeira área de cultivo segura em Florencia e dada a conhecer em abril do ano passado.
Se espera que o cultivo produza cerca de 100 kg de maconha anualmente e estritamente para uso dos pacientes com câncer, esclerose múltipla e os que tem outras condições médicas que poderiam ser tratadas com a maconha medicinal.
O Coronel Antonio Medica está a cargo da base militar de Florencia, que atualmente conta com cerca de 135 plantas mantidas em condições de extremo cuidado.
“Minha missão é produzir maconha em escala industrial de melhor qualidade e a um preço baixo”, disse a The Times. “Acreditamos que podemos conseguir uma redução para chegar a 8 euros por grama”.
O coronel confirmou que tinha sido confiada ao exército a tarefa devido à garantia de que as medidas de segurança rigorosas fossem cumpridas e por ter sido envolvido em assuntos farmacêuticos desde 1800, no fornecimento de medicamentos e tratamentos para soldados feridos.
Ele disse que a pureza da maconha é um fator crucial na sua produção, acrescentando: “A polícia ofereceu a maconha que tinham tomado do tráfico de drogas, mas não tinha os padrões que queremos.”
O custo de maconha medicinal não é coberto pelo governo italiano, ou seja, os pacientes muitas vezes não podem pagar os custos proibitivos da erva.
A substância tem sido clinicamente comprovada para beneficiar pacientes para uma variedade de condições, particularmente aqueles que envolvem a dor crônica e danos ao sistema nervoso.
Como na maioria dos países, na Itália, a posse, cultivo e venda de maconha é ilegal, com o último crime punível com pena de prisão.
No entanto, o governo italiano pode estar prestes a legalizar o cultivo pessoal ou em casa de pequenas quantidades de maconha se a lei for aprovada em uma discussão esta semana.
De acordo com a lei em debate, os italianos seriam autorizados a plantar até cinco plantas de maconha para uso pessoal e ter até 15 gramas da erva em casa e portar cinco gramas por pessoa.
Fonte: lamarijuana
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