por DaBoa Brasil | set 15, 2019 | Ativismo
Quando se fala na legalização da Cannabis para o uso medicinal no Brasil, me pergunto: quem serão os beneficiados disso? Com a total legalização (uso recreativo e medicinal) em alguns estados dos EUA, ficou mais fácil a acessibilidade à medicina para aqueles que realmente precisam.
Em alguns estados, a população tem o direito de escolher entre fazer o uso medicinal adquirindo um cartão de identificação como paciente medicinal; no recreativo, qualquer adulto maior de 21 anos e com identidade válida pode adquirir, ou até mesmo cultivar um número de plantas em casa.
Mas, falando em legalização, esquecemos de mencionar qual a diferença entre a Cannabis Medicinal e a Cannabis Recreativa. Observando e fazendo parte do mercado legalizado do Colorado por alguns anos, pude presenciar e constatar que, além de ter seu nome parte da lista de pacientes medicinais, não existe DIFERENÇA ALGUMA!
Os produtos e strains encontrados na parte “recreativa” dos dispensários são exatamente os mesmos encontrados no lado “medicinal”. EXATAMENTE, A MESMA PLANTA!
O que diferenciaria é a quantidade que você pode adquirir, sendo o uso medicinal mais necessitado que o recreativo, os usuários da cannabis para fins medicinais podem comprar maiores quantidades de maconha, ou seja, maiores quantidades de mg de THC. Fora a quantidade, os produtos são exatamente os mesmos.
Isso serve para mostrar que muitas pessoas optam por fazer o uso recreativo com fins medicinais, mas escolhem não fazer parte de uma lista. Ou até mesmo aqueles que gostam de cultivar, optam pelo autocultivo, que muitas vezes são feitos em baixo custo ou até mesmo gratuito, para garantir sua própria medicação.
Então sabendo que a planta Cannabis em si já é uma medicina, a legalização para o uso medicinal no Brasil, na verdade beneficiaria a quem?
Uma coisa importantíssima que devemos mencionar é a dosagem, muitas vezes passada a informação incorreta aos pacientes. Vejo pacientes serem dosados com “gotas”, e não com uma quantidade de mg de THC ou CBD.
Por exemplo, uma pessoa que faz o uso do óleo Full Spectrum com alto teor de THC, de 100mg por dia, por mês precisaria de 3.000mg de THC. Correto? Pois bem. Um frasco de óleo de CBD (baixo THC, produto mais baratos que o full spectrum com alto THC), custa aproximadamente US $179, de 1450mg. Se precisa de 2 frascos= US $358.
US $358 x R$4,09* = R$ 1.462
Qual é mesmo o salário mínimo do cidadão brasileiro?
Texto por Chef Canábica Olivia
CEO Kuara Infusions
(*)Valor do dólar no momento do fechamento desta matéria em 15/09/2019.
por DaBoa Brasil | set 14, 2019 | Entretenimento, Esporte
O ex-campeão mundial dos pesos pesados, Mike Tyson, lamentou não ter usado maconha como terapia quando era boxeador.
O ex-pugilista percebeu a importância do uso de maconha para combater seu comportamento agressivo. O boxeador não era apenas agressivo dentro do ringue. Também teve seus altos e baixos fora do ringue. De fato, teve várias vezes que lidar com a polícia em casos de violência e ainda ser ativo como atleta.
Em entrevista à Weedmaps, Mike Tyson disse: “Se fumasse maconha em vez das pílulas que me fizeram como um zumbi, não teria entrado em brigas que me custaram milhões de dólares. Sim, o que quero dizer são brigas de rua que realmente custaram dinheiro. Nem sequer conheço nenhuma dessas pessoas”.
O ex-boxeador disse que usava sedativos opioides na época, em vez de maconha. Que naquela época era um depressivo maníaco e bipolar. As pílulas o pioraram, disse. Além disso, depois de se aposentar, ele ficou acima do peso e se tornou como um “zumbi”.
Posteriormente, começou a usar maconha e deixou os medicamentos opioides. Começou a perder peso, foram 20 quilos, e sua vida mudou. Agora promove os benefícios da maconha e tem sua própria empresa relacionada à planta.
Uso de maconha no esporte
Também comentou em várias ocasiões que, como boxeador, consumiu cannabis. De fato, disse que no ano 2000 e em sua luta com Andrew Golota, fumou antes do combate. Após a análise da luta, foi multado e a vitória retirada, uma vez que a maconha naquela época era estritamente proibida. Em sua defesa, Tyson disse que só fumava naquela luta porque na noite anterior estava muito nervoso. Teve que pagar uma multa de 250 mil dólares.
Tyson diz que o uso de maconha traz benefícios para todos os atletas. “Acho que todos os atletas devem usar maconha se optarem por usá-la. Não vou forçar isso”.
Tyson recomenda enfaticamente o uso de maconha para atletas, principalmente depois que o CBD não é mais incluído no doping.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | set 13, 2019 | Culinária, Cultivo, Saúde
Os terpenos se tornaram um novo campo de estudo na planta de cannabis. O pineno mostra capacidade de alterar os efeitos de uma variedade e, portanto, quem consome valoriza seu conteúdo. Além disso, seu potencial medicinal é muito amplo, despertando muito interesse entre os usuários de maconha para fins terapêuticos.
A maconha é basicamente conhecida pelo efeito psicoativo que produz quando consumida, devido à presença do canabinoide THC. A erva também é apreciada por suas poderosas qualidades medicinais, em grande parte graças à ação de outro canabinoide, o chamado CBD. De fato, existem mais de 100 canabinoides diferentes na planta da maconha, muitos dos quais ainda não foram estudados em profundidade. Mas os canabinoides são o único grupo de substâncias nesta erva fascinante e versátil que merece nosso reconhecimento? A resposta é um retumbante não. Os canabinoides estão provando ser compostos muito valiosos, com muitas aplicações diferentes, embora outra família presente na planta, e em muitas outras partes da natureza, conhecida como terpenos, também merecem atenção.
O PINENO
Um dos terpenos mais estudados até hoje é o pineno. Como o nome sugere, é o mesmo terpeno responsável pelo aroma nostálgico e agradável de pinheiros e algumas coníferas. Além de proporcionar sabores e sensações deliciosas a algumas variedades de maconha, o pineno também tem aplicações no campo medicinal e foi identificado como um potente anti-inflamatório.
O QUE SÃO OS TERPENOS?
Os terpenos são as substâncias que dão às diferentes linhagens de maconha sua própria paleta de cheiros e sabores agradáveis. Os terpenos, como os canabinoides, são produzidos nas pequenas glândulas em forma de cogumelo presentes na superfície das flores e folhas da maconha. Essas glândulas, conhecidas como tricomas, podem ser representadas como fábricas em miniatura que secretam a resina que contém todas essas moléculas benéficas. São elas que dão aos buds sua aparência brilhante e cristalina.
Da mesma maneira que os canabinoides são encontrados nas plantas de cannabis em grandes concentrações, os terpenos também. Sabe-se que a planta contém mais de 200 terpenos diferentes. Embora isso possa parecer um número importante, mais de 20.000 terpenos foram identificados na natureza. Eles são classificados em duas categorias principais com base no peso da molécula. O pineno é considerado um dos mais importantes, enquanto outras moléculas mais leves foram classificadas como terpenos “menores”.
A verdade é que existem duas variedades de pineno. O α-pineno é o responsável pelos diferentes aromas das agulhas de pinheiro e da erva alecrim, enquanto o β-pineno é a molécula que causa o cheiro inconfundível de manjericão e endro.
OS TERPENOS PODEM AFETAR OS EFEITOS
Dito isto, a presença de pineno na maconha vai muito além do cheiro. Na realidade, essa molécula pode influenciar os efeitos percebidos e a potência de uma variedade. Por esse motivo, o pineno e outros terpenos são tão importantes quanto a concentração de canabinoides para muitos usuários ao escolher uma variedade a ser usada para fins recreativos ou terapêuticos. Por exemplo, sabe-se que o pineno aumenta a atenção, enquanto o mirceno tem um efeito mais sedativo. Foi descoberto que o pineno também pode facilitar a perda de memória em curto prazo, o que geralmente causa o consumo excessivo de THC. Também pode ajudar a mitigar sentimentos negativos, como paranoia, quando uma pessoa fuma muito mais do que seu corpo tolera. Por esse motivo, o pineno é um terpeno essencial, que deveria ser levado em conta por todos aqueles que buscam os efeitos terapêuticos da maconha, mas que às vezes sofrem com seus possíveis efeitos secundários.
O PINENO TEM UM GRANDE POTENCIAL MEDICINAL
Para começar, o α-pineno provou ser um broncodilatador muito eficaz. Ou seja, esse terpeno ajuda a abrir as vias respiratórias do corpo humano. O valor terapêutico desse mecanismo de ação pode ser aplicado em condições respiratórias, como a asma. Esses achados foram publicados na revista Inhalation Toxicology. Os pesquisadores sugeriram que esses efeitos poderiam ser úteis para trabalhadores de oficinas e funcionários que executam tarefas de limpeza industrial.
Outros estudos identificaram o pineno como uma barreira eficaz para proteger os pulmões contra certos tipos de infecções virais. Um estudo publicado na revista Molecules descreve os pinenos, α e β, como inibidores da bronquite viral infecciosa. Os pesquisadores sugerem que esses pinenos podem ser considerados como drogas potenciais contra esses tipos de infecções.
Outro estudo, conduzido pelo Dr. Ethan Russo, em Maryland, analisou o verdadeiro potencial terapêutico do pineno e outros terpenos semelhantes. Russo resume assim a natureza dos terpenos: “Os terpenoides compartilham um precursor com os fitocanabinoides, e todos são componentes aromáticos e de sabor usuais na dieta humana, que foram classificados como normalmente reconhecidos como seguros pela Food and Drug Administration dos EUA e outras agências reguladoras. Os terpenoides são bastante potentes e afetam o comportamento animal e até humano, quando inalados do ambiente em níveis séricos de um dígito”.
Russo ressalta que o potencial terapêutico dos terpenos é amplo e que eles têm a capacidade de se complementarem com canabinoides para criar poderosos efeitos medicinais, afirmando: “Mostram efeitos terapêuticos únicos, que podem contribuir significativamente para o efeito séquito dos extratos medicinais de cannabis. A atenção deveria se concentrar nas interações entre fitocanabinoides e terpenoides que podem levar a sinergias no tratamento da dor, inflamações, depressão, ansiedade, dependência, epilepsia, câncer, infecções fúngicas e bacterianas (incluindo Staphylococcus aureus, resistentes a meticilina)”.
Talvez a pesquisa mais surpreendente sobre o α-pineno tenha sido publicada na revista Biology. O estudo tentou explorar as propriedades anticâncer do α-pineno, e os resultados lançaram as bases para novos trabalhos sobre o pineno como um agente anticâncer. Os cientistas concluíram: “Em geral, nossos resultados sugerem que o α-pineno tem uma aplicação terapêutica limitada como agente anticancerígeno”.
VARIEDADES RICAS EM PINENO
Com todas essas informações importantes e fascinantes sobre o pineno, vale a pena procurar variedades que contenham maiores concentrações e analisar seus efeitos.
HAZE BERRY
A Haze Berry é uma das favoritas na cena canábica californiana. Essa variedade é descendente das míticas Blueberry e Shining Silver Haze. Como o nome sugere, Haze Berry traz principalmente aromas e sabores doces. No entanto, a presença de pineno também dá a esta erva um toque sutil de pinho. A Haze Berry é uma variedade de dominância sativa composta por 80% da sua genética, sendo 20% de indica. Essa relação resulta em uma variedade altamente estimulante e criativa, uma erva ideal para fumar antes de eventos sociais, shows ou períodos de trabalho e concentração. A genética indica também contribui para um efeito corporal relaxante, que não limita sua produtividade. Com um teor de 20% de THC, a Haze Berry é uma strain potente e de ação rápida.
A Haze Berry cresce bem tanto indoor quanto outdoor, mas tem uma preferência por climas mais amenos. Com programas adequados de fertilização e iluminação, as plantas indoor podem oferecer colheitas impressionantes de até 575g/m² e atingir alturas de 60 a 100cm. As plantas externas produzem entre 600-650g por planta e podem crescer até 180cm. A Haze Berry Tem um período de floração de 9 a 11 semanas.
OG KUSH
A OG Kush vem do norte da Califórnia e se espalhou pelo mundo para se tornar um fenômeno global. Talvez a característica mais distintiva dessa variedade seja o aroma intenso e familiar de frutas cítricas, pinus e frutas. As flores da OG Kush possuem uma boa quantidade de pineno, o que fortalece sua atenção e ajuda na perda de memória em curto prazo, geralmente associada aos efeitos da maconha. A OG Kush é descendente das linhagens parentais Chemdawg, Lemon Thai e Pakistan Kush, e possui uma composição genética composta por 75% da genética indica e 25% sativa. Essa variedade de dominância indica oferece um efeito relaxante e antiestresse, ideal para a noite. Suas flores contêm 19% de THC.
A OG Kush prefere climas temperados e cresce bem dentro de casa. As plantas indoor produzem entre 425-475g/m² e atingem alturas bastante altas de até 160cm. As plantas em outdoor produzem 500-550g/m² e atingem alturas superiores a 220cm. A OG Kush têm um período de floração de 7-9 semanas.
ROYAL JACK AUTOMATIC
A Royal Jack Automatic recebeu o nome de uma lenda, Jack Herer, o autor e ativista canábico. O que falta de tamanho compensa claramente com seu aroma poderoso e seu efeito satisfatório. Além disso, sua altura é ideal para plantações discretas. A Royal Jack Automatic é o resultado do cruzamento entre a Jack Herer e uma variedade ruderalis, para fornecer a prole da característica de autoflorescência. Suas flores contêm 16% de THC, juntamente com níveis elevados de pineno e outros terpenos que produzem toques de pimenta, ervas, especiarias e pinho. Tem uma dominância ligeiramente sativa e induz um efeito inspirador e criativo.
A Royal Jack Automatic é fácil de cultivar e requer pouco trabalho ou atenção especial. Sua natureza de autoflorescência significa que não precisa de nenhuma alteração no ciclo da luz, e seu tamanho pequeno permite que cresça praticamente em qualquer lugar. No indoor, as plantas atingem uma altura facilmente gerenciável entre 40-80cm e produzem cerca de 350-400g/m². As plantas ao ar livre também atingem alturas sigilosas, o que os torna ideais para plantações de guerrilha. No outdoor, ela fornece cerca de 70-120g por planta. Você não terá que esperar muito tempo para colher, pois a Royal Jack Automatic voa desde a semente até a colheita em apenas 9 a 10 semanas.
SWEET SKUNK AUTOMATIC
A Sweet Skunk Automatic é uma strain resistente que pode ser cultivada em quase qualquer lugar. Essa qualidade, juntamente com seu tamanho compacto, faz com que seja uma variedade ideal para cultivo sigiloso ou se tiver limitações de espaço. A Sweet Skunk Automatic é o resultado do cruzamento das linhagens parentais Early Skunk, Critical e uma variedade ruderalis. Consiste em 10% da genética sativa, 60% indica e 30% ruderalis. Fumar suas flores proporciona um efeito que relaxa o corpo, alivia o estresse e inspira pensamentos e ideias únicas. Suas flores são cheias de terpenos, entre eles o pineno, que dão origem a aromas e sabores doces, pinho e especiarias. A Sweet Skunk Automatic tem um teor de THC suave de 15%.
A Sweet Skunk Auto é muito fácil de cultivar e se desenvolve bem, mesmo com pouca atenção. As plantas indoor podem produzir cerca de 400-450g/m² e atingir alturas entre 40-80cm. As plantas outdoor produzem entre 60-110g por planta e atingem alturas ligeiramente mais altas de 60-100cm. A Sweet Skunk Automatic pode ser colhida em apenas 8-9 semanas após a germinação.
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Fonte: Royal Queen
por DaBoa Brasil | set 12, 2019 | Política
A capital dos EUA permitirá que os alunos que recebem tratamento com maconha o façam em suas escolas.
Isso é algo incomum e, sendo Washington DC, essa iniciativa pode ser copiada ou incentivar outros locais a seguir o exemplo. O debate, mesmo com isso, ainda é muito quente porque, embora metade dos EUA tenha legalizado o uso de maconha em algumas de suas formas, ainda é ilegal em praticamente todo o país que a maconha medicinal possa ser consumida sob supervisão nas escolas.
Na terça-feira passada, foi esclarecida a lei que permitirá o uso de cannabis medicinal nas escolas e poderá ser consumida desde que profissionais qualificados forneçam o medicamento aos estudantes, assim como outros medicamentos.
A lei tem uma pequena armadilha: serão as escolas que poderão decidir se a maconha poderá ser fornecida em seus centros. Dessa maneira, um jovem que está em tratamento dependerá da vontade do centro e não das leis do estado, se precisar ser tratado por sua doença enquanto estiver na escola.
Fonte: Cáñamo
por DaBoa Brasil | set 11, 2019 | Cultivo
O cultivo de maconha não termina no momento da colheita. A secagem e a cura adequada são essenciais para evitar a contaminação por fungos. Esses procedimentos também resultam em flores com melhor sabor e excelente efeito.
Quando alguém decide cultivar maconha, é fácil entender por que a colheita de alguns buds é considerada o destaque do processo. Todo o trabalho, tempo e dinheiro investidos levam a esse tão aguardado momento final. No entanto, o trabalho não termina após a colheita.
O cultivador deve certificar-se de processar sua colheita corretamente para evitar danos ou inaptidão para fumar. A secagem e a cura de flores de maconha é uma medida essencial para minimizar o risco de contaminação por fungos.
Além disso, este último passo também melhora bastante o sabor de uma colheita. Isso se deve em parte a certos processos que quebram a clorofila ao longo do tempo, resultando em um sabor menos severo. Esse aspecto é especialmente importante para quem deseja compartilhar sua flor ou consumi-la para fins medicinais. Secar e curar também reduz a ansiedade associada ao consumo de maconha; e podem até aumentar a potência dos canabinoides.
Esses procedimentos podem aumentar a vida útil dos suprimentos de erva, o que significa que o cultivador pode usufruir por muitos meses.
MANICURE ANTES DE SECAR
O processo de secagem começa assim que você colhe as plantas e começa a aparar os buds. Ao fazer isso, você notará que as flores são pegajosas e úmidas. Embora essa textura seja um indicador da quantidade de resina psicoativa nos buds, também é um excelente terreno fértil para o aparecimento de fungos e bactérias. Deixar as flores nesse estado geralmente é uma receita para o desastre; portanto, é melhor agir o mais rápido possível.
Existem várias maneiras de aparar as plantas no início do processo de secagem. A “manicure fresca” consiste em aparar as plantas enquanto maduras. Corte os galhos um a um com uma tesoura afiada para reduzir o excesso de material vegetal. Embora estejamos interessados nos buds, as folhas também contêm um nível mais baixo de canabinoides e podem ser armazenadas separadamente para serem transformadas em comestíveis posteriormente.
A “manicure seca” é uma técnica usada principalmente quando o cultivador possui uma grande quantidade de material vegetal e muito pouco tempo para processá-lo. Consiste em cortar os galhos e pendurá-los inteiros em cordas de secagem. Uma vez secos, são aparados e processados. O corte a seco é mais difícil porque pequenas folhas se enrolam ao redor dos buds. Além disso, algumas resinas podem ser perdidas devido ao movimento dos galhos quando pendurados e manipulados.
Independentemente do método utilizado, é muito importante processar sua colheita em um ambiente adequado. Idealmente, uma sala de secagem fresca e escura com temperatura entre 15 e 22°C.
O PROCESSO DE SECAGEM
Se você optar pela manicure com a planta ainda fresca, prepare seus buds pegajosos. Terá que espalhá-los por uma grande superfície. Não é aconselhável colocá-los diretamente em um papelão ou jornal, pois as flores não terão um arejamento total. É melhor colocá-los em uma rede de secagem coberta com uma malha de ou tecido. Isso permitirá que o fluxo de ar alcance todas as partes dos buds. Se puder, use uma rede grande o suficiente para espalhar os buds uniformemente, separados por alguns centímetros.
Usar uma grade pequena significa empilhar os buds uns sobre os outros, o que pode resultar em secagem desigual e possível aparecimento de mofo. Quando são deixados secando, os buds liberam muita água. Se essa água não puder escapar, bolsas de umidade começarão a se formar. A umidade é uma das muitas variáveis que o fungo precisa para se proliferar.
Uma vez que os buds estão bem espaçados na rede, o processo de secagem começa. A velocidade do processo dependerá inteiramente das preferências do cultivador. Pode acelerar e terminar em um curto período de tempo, mas as coisas boas sempre esperam. Acelerar o processo de secagem, expondo os buds a altas temperaturas, pode reduzir bastante a qualidade da colheita e resultar em uma erva com sabor desagradável e efeito desconfortável.
Quanto mais lento, melhor!
O ideal é que o processo de secagem seja lento. Uma temperatura ambiente de 21°C, juntamente com uma umidade de 50%, é excelente. Várias ferramentas, como ar condicionado, desumidificadores, umidificadores ou aquecedores, podem ser usadas para ajustar o ambiente a esses níveis. Você também pode usar um termo-higrômetro para medir a temperatura e a umidade do ambiente.
Mantenha o quarto, ou tenda, dentro da faixa ideal e verifique os buds a cada 3-7 dias. Eles ficarão mais secos todos os dias, e você poderá lidar com eles para observar seu progresso. Com o tempo, sua colheita ficará tão seca que você poderá facilmente quebrar as flores com as mãos. Se partirem com um corte limpo e sem filamentos, significa que foram secos adequadamente. Se estiverem dobradas, é uma indicação de que ainda têm água e que o processo de secagem ainda não está completo.
COLOQUE OS BUDS EM POTES
Quando as flores estiverem perfeitamente secas, guarde-as em um ambiente controlado para iniciar o processo de cura. Os potes de vidro de boca larga são perfeitos para isso. Esses frascos armazenam cerca de 28 gramas de flores secas em cada um. Encha apenas ¾ da garrafa para que haja espaço para o ar. O local ideal de cura para a maconha é uma temperatura ambiente de cerca de 21°C e uma umidade de cerca de 60%.
COMO CURAR SUAS FLORES
A cura é outro processo que leva tempo e paciência, mas no final compensa muito. A cura lhe dará uma erva de sabor incrível e efeitos agradáveis. Durante as primeiras duas semanas, é aconselhável verificar os frascos pelo menos uma vez por dia, ou até dois, se tiver tempo. Ao abri-los, verifique cada buds quanto a sinais de mofo ou podridão. Se detectar algum sintoma, remova os buds afetados para impedir a propagação. Ao abrir as tampas dos potes, permitirá que o ar interno seja renovado, proporcionando aos seus buds um ambiente fresco.
Se ainda estiverem muito úmidos, você pode tirá-los dos potes por algumas horas para liberar o excesso de água. Se estiverem levemente molhados, deixe a tampa aberta por cerca de duas horas.
Durante as semanas de cura, é aconselhável fumar pequenas amostras para verificar seu sabor e potência. Quanto mais curar suas flores, melhor será o sabor que elas oferecem.
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Fonte: Royal Queen
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