por DaBoa Brasil | jun 27, 2019 | Saúde
O canabidiol, o canabinoide não psicoativo encontrado na planta da maconha, mostrou-se promissor como antibiótico, segundo um novo estudo. O CBD é um antibiótico gram-positivo notavelmente ativo.
A busca por novos antibióticos levou os pesquisadores a um candidato surpreendente: o composto da maconha CBD.
Um relatório no Live Science ecoa um novo estudo que descobriu que o canabidiol parece ter “eficácia notável”, pelo menos em tubos de ensaio, destruindo bactérias. De acordo com os pesquisadores deste novo estudo, o CBD teve efeitos antibióticos contra várias bactérias gram-positivas, incluindo os tipos estafilococos e estreptocócico. Também foi eficaz contra outras variedades que havia se tornado resistente a outros antibióticos.
“É necessário muito mais trabalho para mostrar que o CBD seria útil no tratamento de infecções em humanos”, disse o líder do estudo australiano, Mark Blaskovich, da Universidade de Queensland. O estudo também contou a colaboração da Botanix Pharmaceuticals Ltd.
Os resultados foram divulgados na reunião anual da American Society for Microbiology (ASM) realizada esta semana em San Francisco.
O canabidiol é conhecido por ser anti-inflamatório, embora até agora as suas propriedades antibacterianas fossem desconhecidas. Neste estudo realizado em laboratório, utilizou-se o canabidiol sintético, mostrando-se eficaz como os antibióticos receitados vancomicina e daptomicina. O CBD também funcionou contra variedades de estafilococos e estreptocócicas resistentes a essas drogas.
Especialistas também alertaram que muitos compostos diferentes parecem mostrar efeitos antibióticos “in vitro” em laboratório, mas nem sempre são traduzidos para as pessoas.
Mais estudos são necessários
Mais estudos devem ser feitos para ver se o canabidiol seria um bom antibiótico e também as doses necessárias e seguras para combater as bactérias no corpo. Os pesquisadores dizem que o resultado do estudo é promissor e que existem muitas maneiras com o CBD ainda não investigadas.
Agora, os pesquisadores planejam realizar estudos em animais para entender melhor como o CBD age, trata e mata bactérias ou em diferentes infecções. Também planeja realizar testes clínicos em pessoas nessa direção.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jun 26, 2019 | Política
Uma decisão recente do Tribunal Constitucional da Colômbia revogou a regra que pune aqueles que consomem doses mínimas de maconha, haxixe ou cocaína em parques e locais abertos.
Foi assim que a Colômbia na sexta-feira passada se tornou o segundo país da América Latina, depois do Uruguai, a descriminalizar o uso de drogas como a maconha e a cocaína em espaços públicos, como parques e lugares abertos.
Mas, de acordo com a Infobae, a decisão gerou uma forte controvérsia entre os setores políticos mais conservadores.
O debate foi gerado pelo alcance da lei e sobre a vigência de outros regulamentos do país contra o uso de drogas, como o decreto emitido pelo presidente Ivan Duque no ano passado em que ele ordenou a polícia a processar, punir e confiscar qualquer dose de drogas que um cidadão porte no espaço público.
Especificamente, o Tribunal Constitucional as expressões “bebidas alcóolicas e substâncias psicoativas” de dois artigos do Código Nacional de Polícia que buscam o “cuidado e integridade do espaço público”, dando assim um novo passo na lei de drogas que cada vez está mais liberalizada em um país cuja história foi marcada pelo narcotráfico.
Atualmente, na Colômbia, existe a “dose mínima” para o porte e consumo pessoal de drogas, a qual permite 20 gramas de maconha, 5 gramas de haxixe, um de cocaína (ou seus derivados) e dois gramas de metaqualona.
Esta dose foi regulamentada em 1986 pelo Estatuto Antidrogas, embora também a penalizava.
Mas em 1994, com uma sentença histórica, o Tribunal Constitucional descriminalizou a dose mínima argumentando que fazia parte do direito ao “livre desenvolvimento da personalidade” contemplado na Constituição colombiana.
Esse mesmo argumento foi o que levou o Tribunal Constitucional, mais de 20 anos depois, a reiterar que não pode haver proibições excessivas que associam, apesar do consumo de drogas ou álcool, como uma atividade que altera a integridade do espaço público, como afirma Glória Estela Ortiz, presidente da alta corte quando a decisão foi anunciada.
No entanto, apesar desta decisão, a Colômbia ainda está muito longe do Uruguai, que é o único país da América Latina que permitiu o consumo legal, não só para fins medicinais, mas também recreativos, e conseguiu que o Estado controlasse toda a cadeia de produção da maconha e seus derivados.
A Colômbia toma medidas nesse sentido
Na Colômbia, também foram tomadas medidas a esse respeito, mas sob a restrição do uso medicinal da maconha.
Desde 2016, graças a uma lei aprovada no Congresso, o país pode produzir e comercializar produtos à base de cannabis para fins medicinais, abrindo uma oportunidade para novos negócios que já atraíram investidores nacionais e estrangeiros para se aventurarem na cannabis colombiana. Nisso eles bateram o Uruguai.
De acordo com um relatório da revista Dinero, pelo menos 25 empresas estão na corrida para obter todas as licenças necessárias para produzir e comercializar a maconha medicinal.
E de acordo com o Ministério da Justiça há 19 licenças para uso de sementes, 62 para o cultivo das plantas de maconha com alto teor de THC e 89 licenças para o cultivo de plantas de cannabis com alto CBD, para um total de 170.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jun 25, 2019 | Cultivo
Desde o surgimento das variedades de floração rápida há alguns anos, os cultivadores, e especialmente os de verões curtos, viram suas opções expandidas na hora de encontrar uma planta que seja colhida antes. E tudo isso sem ter que recorrer sempre às mesmas variedades indicas de efeitos narcóticos. Há cada vez mais bancos de sementes que oferecem esses tipos de variedades que podem ser encontradas com nomes como F1 Fast Version (na foto), Early, Quick ou Fast Flowering, entre outras.
O QUE SÃO AS VARIEDADES DA FLORAÇÃO RÁPIDA?
Como o próprio nome sugere, são versões de famosas variedades que são colhidas entre 1 e 2 semanas antes. Isto é conseguido através do cruzamento de qualquer variedade fotodependente e uma variedade autoflorescente. Mas não qualquer cruzamento, e sim o primeiro. Para entender melhor, devemos ir à segunda das Leis de Mendel, ou Lei da Uniformidade, onde o resultado híbrido da primeira geração filial herda os genes dominantes de seus pais.
O gene autoflorescente, neste caso, não é um gene dominante, mas recessivo, expresso nas gerações seguintes. Este primeiro híbrido é 100% fotodependente, mas herda da autoflorescente sua velocidade de floração. Na segunda geração, por exemplo, seriam obtidos 25% de autoflorescente, 25% de fotodependente e 50% dessas variedades de floração rápida. Na terceira geração, por outro lado, os indivíduos já seriam 100% autoflorescente.
Além disso, deve-se notar que sendo um cruzamento entre um híbrido estável e um autoflorescente, o resultado é o que é conhecido como um híbrido F1. Os híbridos F1 possuem o chamado vigor híbrido, algo exclusivo que as gerações seguintes não possuem. Isso se traduz em grande crescimento, produção, resistência e, claro, maior velocidade no momento de completar a floração. As mais rápidas podem ser colhidas em cerca de 5 semanas de floração no indoor.
Finalmente, sendo fotodependente, as mães podem ser selecionadas e realizar o maior número de cultivos por ano. Mesmo as versões de floração rápida das variedades mais sativas, geralmente não ultrapassam 7 semanas de floração. Isso é algo a ser levado em conta para os produtores que têm espaços muito limitados, já que haverá colheita a cada 5-7 semanas em um cultivo em SOG e partindo de clones.
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Pesquisa: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jun 24, 2019 | Economia
Quase todo mundo já sabe que a legalização da maconha é um grande negócio. O Uruguai responde por isso, com lucros de 25 milhões de dólares e agora saíram os dados do Canadá.
A legalização da maconha levou aos cofres públicos do Canadá 186 milhões de dólares canadenses (US $ 139 milhões) entre outubro de 2018 e março de 2019, segundo dados divulgados.
O órgão público Statistics Canada (SC) observou que as províncias canadenses arrecadaram 132 milhões de dólares em impostos (US $ 98 milhões), enquanto o governo federal recolheu o restante.
Em outubro de 2017, o Canadá tornou-se o primeiro país industrializado a legalizar o uso de maconha para adultos com regras semelhantes às da venda de álcool.
Cada uma das 10 províncias do país estabelece a idade mínima de consumo, bem como as taxas impostas à comercialização e venda de produtos canábicos.
Em províncias como Alberta, os impostos são de apenas 5%, enquanto nas áreas do atlântico do país o número sobe para 15%.
Além disso, a maconha está sujeita a impostos especiais que taxam seletivamente seu consumo.
A SC disse que os impostos sobre a maconha aumentaram 12,4% no primeiro trimestre de 2019 em comparação com os últimos três meses de 2018, devido ao aumento nas vendas de produtores de maconha para estabelecimentos autorizados para venda ao consumidor final.
Atualmente, os impostos especiais sobre a maconha são um dólar extra por cada grama. Desse valor, 25% vão para os cofres federais e o restante para as provinciais.
Impostos sobre a maconha
Os impostos sobre a maconha legal estão fazendo com que muitos usuários continuem recorrendo à compra de fontes não legalizadas.
Os dados da SC afirmam que, enquanto o preço médio de um grama de maconha legal no Canadá é de 10 dólares canadenses (US $ 7,4), no mercado negro o preço é de 6,4 dólares canadenses (US $ 4,8).
Em maio, o Governo indicou que 5,3 milhões de canadenses, cerca de 18% dos canadenses com 15 anos, tinha usado cannabis nos últimos três meses, 14% a mais que no ano anterior.
Cerca de 47% dos usuários de cannabis, 2,5 milhões de pessoas, obtiveram o medicamento de fontes legais nos primeiros três meses de 2019.
Fonte: La Marihuana
por DaBoa Brasil | jun 23, 2019 | Saúde
A administração de cannabis é segura e eficaz em pacientes diagnosticados com fibromialgia, de acordo com dados clínicos publicados este mês no Journal of Clinical Medicine e no site do Instituto Nacional de Saúde dos EUA.
Pesquisadores israelenses avaliaram o consumo de cannabis por um período de seis meses em 211 pacientes com a doença. Oitenta e um por cento dos sujeitos relataram “pelo menos uma melhora moderada em sua condição, sem experimentar eventos adversos sérios”. Os pacientes foram os mais propensos a relatar reduções na dor e melhorias gerais em sua qualidade de vida após a terapia com maconha.
Vinte e dois por cento dos participantes “interromperam ou reduziram sua dose de opioides” e 20% reduziram o uso de benzodiazepínicos, resultados que são consistentes com os de outros estudos.
“No presente estudo, demonstramos que a cannabis medicinal é uma opção eficaz e segura para tratar os sintomas dos pacientes com fibromialgia“, concluíram os autores. “Devido às baixas taxas de dependência e aos efeitos adversos graves (especialmente em comparação com os opiáceos), a terapia com cannabis deve ser considerada para aliviar a carga de sintomas entre os pacientes com fibromialgia que não respondem aos cuidados padrão. Estudos futuros devem ter como objetivo comparar a maconha medicinal com a terapia padrão da fibromialgia, para estabelecer o local adequado para a cannabis no arsenal terapêutico da fibromialgia”.
Um resumo do estudo “Safety and efficacy of medical cannabis in fibromyalgia” pode ser encontrado clicando aqui.
Fonte: NORML
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