por DaBoa Brasil | mar 31, 2018 | Saúde
Uma pesquisa diz que a maconha pode tratar o eczema e a psoríase. Cientistas da Universidade do Colorado iniciaram testes com o canabidiol (CBD), um dos compostos da maconha, para determinar se ele poderia combater as condições comuns da pele.
Eles acreditam que o CBD, que não tem efeito psicoativo, pode dar esperança a muitas pessoas que sofrem de eczema e psoríase.
Este composto anti-inflamatório, CBD, já conta com o respaldo da OMS por sua riqueza de benefícios.
As autoridades mundiais de saúde deram uma boa nota em um relatório publicado no final do ano passado e declararam que não tiveram resultados adversos.
Os pesquisadores acreditam que o CDB daria esperança a milhões de pessoas que sofrem de doenças de pele.
Pesquisadores, liderados pelo Dr. Robert Dellavalle, estão conduzindo experimentos com dezenas de pacientes com doença de Parkinson e dermatite seborreica, relata a InsideScience.
Os ensaios com base em uma pílula CBD ainda não terminaram, mas estudos mostram que estes compostos da maconha podem ajudar os pacientes com eczema e psoríase.
O Dr. Dellavelle disse na web: “Há um grande segmento da população que não gosta de usar esteroides, mesmo se eles forem esteroides tópicos na pele”.
“Este (CBD) seria um produto alternativo e natural a ser testado”.
Acrescentou que há um “potencial” para o uso de CBD que pode funcionar de maneira diferente para pacientes que não recebem nenhum benefício dos esteroides tópicos.
Ian Hamilton, um pesquisador de drogas da Universidade de York, disse à MailOnline: “Há evidências emergentes de que os produtos químicos contidos na maconha podem oferecer benefícios potenciais à saúde”.
THC e CBD, dois compostos da maconha que têm efeitos muito diferentes
O tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD) são compostos ou fitocanabinoides que podem ser encontrados na planta de maconha.
O THC é o canabinoide que identificamos com a maconha e cria sentimentos de euforia e, às vezes, de ansiedade, enquanto o CBD neutraliza esses efeitos do THC. Além disso, o último combate a inflamação.
A psoríase e eczema afetam milhões de pessoas em todo o mundo e os tratamentos atuais para ambas as condições giram em torno de cremes esteroides e tópicos para acalmar e hidratar a pele vermelha e escamosa. Esses medicamentos têm efeitos colaterais, como o enfraquecimento da pele. A nova pesquisa do Colorado pode abrir caminho para um melhor tratamento.
Fonte: InsideScience
por DaBoa Brasil | mar 27, 2018 | Saúde
Segmentar os receptores canabinoides do corpo proporciona um “alvo promissor” para o tratamento do comportamento suicida, de acordo com um novo estudo publicado pelo Current Psychiatry Reports.
“O atual modelo biológico baseado na serotonina do comportamento suicida (sigla em inglês, SB) pode ser simplista demais”, começa o resumo do estudo. “Há evidências emergentes de que outros biomarcadores e sistemas biológicos podem estar envolvidos na fisiopatologia do comportamento suicida. A literatura sobre o sistema endocanabinoide (EC) e o SB é limitada. “O objetivo deste artigo é revisar todas as informações disponíveis sobre a relação entre os receptores canabinoides (receptores CB1 e CB2) e o SB e/ou dor psicológica”.
A revisão “é limitada pelo pequeno número e heterogeneidade de estudos identificados: (1) um estudo de autópsia que descreve altos níveis de atividade do receptor CB1 no córtex pré-frontal e suicídio em depressão e alcoolismo e (2) estudos que apoiam a participação dos receptores CB1 e CB2 na regulação da dor neuropática e analgesia induzida por estresse”, afirmam os pesquisadores.
Eles concluem que “os receptores canabinoides, particularmente os receptores CB1, podem se tornar alvos promissores para o desenvolvimento de novas ferramentas terapêuticas para o tratamento do comportamento suicida (SB)”. A maconha e seus canabinoides são um alvo natural e ativador de receptores canabinoides do corpo.
O estudo completo pode ser encontrado clicando aqui.
Fonte: The Joint Blog
por DaBoa Brasil | mar 27, 2018 | Economia, Música
Com a indústria legal da maconha no Canadá prestes a começar, uma enorme avalanche de oportunidades de negócios é esperada.
O famoso baixista e também vocalista do Kiss, Gene Simmons, encontrou um novo emprego como Chief Evangelist Officer (CEO) da empresa canadense de maconha Invictus.
Segundo o presidente e diretor executivo da Invictus Canada’s Cannabis Company, Dan Kriznic, o lendário roqueiro da banda Kiss será responsável por dirigir as “iniciativas de marketing que ajudarão a espalhar as mensagens positivas encontradas no coração da empresa” lemos na Calgary Sun.
“Os valores e a família são muito importantes para mim, e quando entrei em contato com Dan na Invictus, imediatamente entendi que desfrutamos de uma paixão compartilhada por essas importantes fundações da vida”, acrescentou Simmons. “Em vez de nos lançar diretamente nos negócios, falamos sobre as coisas mais importantes”, disse Simmons.
As responsabilidades da estrela do rock incluem “proporcionar assessoria de mercado, ser porta-voz na mídia, em apresentações públicas e participar na reunião anual e geral da empresa além das reuniões de investidores”, disse o presidente da Invictus.
Gene Simmons será embaixador da canadense Invictus, empresa de maconha fundada em Vancouver e que representa uma plataforma de produtores autorizados, sob o Regulamento de Acesso à Cannabis para Fins Medicinais (ACMPR) dedicada ao fornecimento de maconha para uso médico e recreativo no Canadá.
Fonte: Calgary Sun
por DaBoa Brasil | mar 22, 2018 | Ativismo, Política
Como acontece a cada dois anos, nos deparamos em 2018 com um ano eleitoral. O movimento canábico e os grupos que o integram se preparam para debater com políticos e candidatos.
Alguns eleitores acham que a questão da maconha na política é secundária, não tem importância. O que importa é saúde, economia, e segurança. Mas existe alguma outra planta que se for descriminalizada vai melhorar a saúde das pessoas que a utilizam como medicamento; aumentar a arrecadação para os cofres públicos; diminuir a violência e resolver o problema do falido sistema prisional?
Não podemos ficar intimidados. Precisamos discutir as relações entre Estado e Sociedade. Não é papel do estado definir o que um indivíduo deve ou não fazer. Compete sim ao estado dar todo o suporte de saúde necessário ao cidadão brasileiro que opte por se tratar com as alternativas de cura que a canábis nos proporciona.
Candidatos de partidos que misturam religião e política ainda têm uma visão errônea e acreditam que a cultura canábica está ligada ao crime. Não enxergam que o que aumenta os crimes e as mortes é a Guerra às Drogas. Enquanto certos governantes fazem parte de um sistema corrupto que cobra propina e criminaliza os usuários. Desses precisamos manter distância. Evitar ao máximo esses políticos que fecham os olhos para as próprias leis porque são propagadores de “falsos crimes” que envelhecem no nosso código penal. São considerados crimes até os dias de hoje porque a lei ainda não foi atualizada.
Outros aspirantes a cargos eleitorais que estão abertos ao diálogo e percebem a importância da nossa causa merecem a nossa atenção.
Em meio a tantas drogas verdadeiras que são consumidas rotineiramente, a cannabis é uma planta injustiçada. Injustiçada porque a sociedade hipocritamente se cala perante seus benefícios.
Como indivíduos, muitas vezes apresentamos ideias diferentes uns dos outros. A democracia nos assegura esse direito à diferença. O diálogo é indispensável. Apenas regimes totalitários e ditaduras impõem normas sem dialogar com a população.
Não existem pessoas que entendam mais desse assunto, do que aquelas que já convivem com essa medicina natural há muitos anos. Os argumentos que mais deveriam ter peso na criação das novas leis são os das pessoas diretamente ligadas à questão da cannabis.
Não queremos apenas promessas em debates. O mínimo que pedimos, apenas para começar, é a regulamentação do cultivo. Qualquer coisa abaixo disso apenas aumenta a falácia da criminalização baseada em falsos argumentos.
Vamos ficar atentos aos candidatos que aprovarão a regulamentação da maconha e os direitos dos usuários; também aos candidatos que se manifestam contra, para não votar neles nem por engano. Alguns apoiam internação involuntária de usuários recreacionais. Leis como essa, se forem aprovadas, afetarão gravemente os direitos da comunidade psicoativa.
Devemos estar informados sobre todas as iniciativas e discussões. Estamos iniciando um novo ano de ativismo em nosso país, que busca resgatar conceitos que foram distorcidos, visando esclarecer que todos têm interesse e podem se beneficiar com a regulamentação da maconha em todos os setores da sociedade civil.
Um exemplo que temos de um grande líder a ser seguido é o do Presidente da República Oriental do Uruguai entre 2010 e 2015, José Alberto Mujica Cordano. Apresento abaixo trechos do histórico discurso que ele fez na Assembleia Geral da ONU em 2013. O verdadeiro aplicador do conceito de alta política, que fez a sua parte pela nossa causa e demonstrou que o que muda o mundo são as nossas ações e não apenas os nossos argumentos.
“De salto em salto, a política não pode mais se perpetuar, e, como tal, delegou o poder, e se entretém, aturdida, lutando pelo governo. Debochada marcha de historieta humana, comprando e vendendo tudo, e inovando para poder negociar de alguma forma o que é inegociável. Existe marketing para tudo. Para o cemitério, para o serviço funerário, para as maternidades, marketing para os pais, mães, avós, passando pelos carros e férias, tudo é negócio.
O homenzinho médio de nossas grandes cidades perambula entre os bancos e o tédio rotineiro dos escritórios, às vezes temperados com ar condicionado. Sempre sonha com as férias e com a liberdade, sempre sonha com pagar as contas, até que, um dia, o coração para, e adeus.
A crise é a impotência, a impotência da política, incapaz de entender que a humanidade não escapa, nem escapará do sentimento de nação. Sentimento que está quase incrustado em nosso código genético.
Cremos que o mundo requer a gritos regras globais que respeitem os avanços da ciência, que abunda. Mas não é a ciência que governa o mundo.
Seria imperioso alcançar uma consciência planetária para resgatar o poder da solidariedade aos mais oprimidos. Isso é mil vezes mais rentável do que fazer guerras.
Sim, a alta política entrelaçada com a sabedoria científica. Ali está a fonte. É um sacrifício inútil enfrentar a consequência e não enfrentar a causa. O que alguns chamam de crise ecológica do planeta é consequência do triunfo avassalador da ambição humana.
Entramos em outra época aceleradamente, mas com políticos, enfeites culturais, partidos e jovens, todos velhos.
Ouçam bem, queridos amigos: em cada minuto no mundo se gastam US$ 2 milhões em ações militares nesta terra. A investigação médica cobre apenas a quinta parte desse valor.
Até que o homem não saia dessa pré-história e arquive a guerra como recurso quando a política fracassa, essa é a larga marcha e o desafio que temos daqui por diante. E o dizemos com conhecimento de causa.
Isso é paradoxal. Mas, com talento, com trabalho coletivo, com ciência, o homem, passo a passo, é capaz de transformar o deserto em verde.
O homem pode levar a agricultura ao mar. O homem pode criar vegetais que vivam na água salgada. A força da humanidade se concentra no essencial. É incomensurável. Ali estão as mais portentosas fontes de energia. O que sabemos da fotossíntese? Quase nada. A energia no mundo sobra se trabalharmos para usá-la bem.
É possível criar estabilidade e será possível para as gerações vindouras, se conseguirem raciocinar como espécie e não só como indivíduos.
Mas, para que todos esses sonhos sejam possíveis, precisamos governar a nos mesmos, ou sucumbiremos. Não nos entretenhamos apenas remendando consequências.
Pensem que a vida humana é um milagre. Que estamos vivos por um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever biológico, acima de todas as coisas, é respeitar a vida e impulsioná-la, cuidá-la, procriá-la e entender que a espécie é nossa.”
O primeiro ponto que nos chama a atenção do discurso de Mujica é que os políticos não conseguem se manter onde estão sem o povo. Se querem chegar em algum lugar, em algum momento vão precisar do nosso voto. Sem esse elemento fundamental nada pode ser feito.
Embora as pessoas estejam concentradas em sua maioria nas ações da vida cotidiana, no íntimo de seu ser, todos aspiram à liberdade. Essa libertação que está para ser conquistada com a descriminalização e a legalização da maconha no Brasil é algo que o espírito de coletividade pede desde que a Guerra às Drogas foi implantada.
Somos todos irmãos. E só vamos mudar esse cenário se permanecermos unidos. Buscamos perpetuar a fraternidade universal como resposta ao ódio e à opressão.
Estamos cercados pelas bancadas religiosas, que a cada dia distorcem o estado laico. A ciência nos mostra os fatos através de suas pesquisas, mas cada vez mais essas bancadas passam por cima do que é funcional e medicinal.
Uma hora ou outra vamos abrir os olhos e parar para pensar no lucro que está sendo desperdiçado para dar lugar a uma guerra que vai contra os próprios cidadãos brasileiros.
Vamos resgatar a alta política de Mujica. Voltar os olhos para a natureza que pede socorro. Construir um futuro sustentável aplicando técnicas de agroecologia. Renovar o cenário político. Voltar os olhos para as questões que pedem atenção, para solucionar um problema inventado e empurrado goela abaixo.
A administração dos governos tem a necessidade de levar em consideração o conhecimento científico e nunca se esquecer de aplicar a ética. O respeito que Mujica nos desperta pela vida deveria ser levado em consideração para todas as questões em discussão no Congresso Nacional. Olhar para o coletivo e não para o próprio umbigo.
O potencial de mercado que a cannabis apresenta para a nossa agricultura, que é o setor que leva o Brasil nas costas, não pode ser ignorado. Somos um país com condições excelentes para nos tornarmos grandes exportadores da planta. Sua fibra pode ser utilizada na fabricação de tecidos, carrocerias de automóveis, tijolos ecológicos com altas taxas de absorção de CO2; e com as suas sementes ainda é possível produzir biodiesel.
Apenas a informação profissional, investigativa e isenta de juízo de valor pode apresentar uma visão mais honesta sobre a cannabis no Brasil; Muito cuidado com falsos discursos envolvendo a maconha; pois existem bancadas propagando discursos de ódio contra nossa planta.
Não podemos nos calar. Agora é a hora de incentivar festivais informativos, feiras comerciais e manifestações a favor da legalização e da descriminalização, paralelamente ao esforço em conjunto de todos os ativistas brasileiros. Usuário, saia do armário!
Por Rodrigo Filho ∴
Escritor e Ativista
por DaBoa Brasil | mar 19, 2018 | Política
A Grécia aponta para o grupo de países e estados que legalizaram a maconha para fins medicinais depois que seu Parlamento aprovou a lei por maioria.
O parlamento da Grécia aprovou um projeto de lei que permite a produção de maconha medicinal, com a coalizão governamental e os partidos centristas votando a favor.
A oposição principal Nova Democracia, o Partido Comunista, Golden Dawn e a União dos Centristas votaram contra.
“Estamos discutindo o licenciamento de uma única unidade integrada que inclui a produção, o processamento e a produção de medicamentos com base na maconha. É disso que se trata”, disse o ministro da Saúde, Andreas Xanthos.
Os partidos de oposição que votaram a favor do projeto de lei disseram que o quadro apresentado pelo governo não é completo nem claramente definido, no entanto, é um primeiro passo na direção certa.
A ultradireita da Nova Democracia disse que não questiona o valor da maconha, mas é contra a forma como o governo está aprovando leis, porque não inclui garantias para evitar o cultivo, produção e venda descontrolada.
O Partido Comunista não só votou contra a lei, mas convidou o ministério a retirá-la, acusando o governo de abrir o setor para “abutres” e “multinacionais assassinas”.
A Grécia produzirá produtos e maconha apenas para uso medicinal.
Fonte: Greek Reporter
Comentários