Um ex-jogador da NFL e um defensor do consumo de maconha entre atletas se associaram para abrir uma academia em San Francisco que, afirmam ser a primeira no mundo que permitirá seus membros fumar maconha durante os exercícios.
O ex-running back Ricky Williams, que jogou para os Saints, Dolphins e Ravens, e Jim McAlpine, um executivo em uma companhia de snowboard, afirmou que a Power Plant Fitness também oferecerá géis e alimentos para aquelas pessoas que não gostam de fumar a erva. Afirmam que consumir maconha durante os exercícios ajuda-os a relaxar e se concentrar.
Os membros da academia, que planeja abrir suas portas este ano, precisam apresentar uma receita médica de maconha medicinal para fazer a matricula, mas essa situação pode mudar se em novembro a Califórnia aprovar o uso da maconha recreativa.
“Pessoalmente eu a utilizo para me concentrar. Não para ficar chapado. É para manter a mente comprometida com a atividade que estou realizando”, disso McAlpine, que organiza os Jogos 420, eventos atléticos que tem como objetivo de acabar com o estigma contra o consumo de maconha.
Carla Lowe, fundadora do Cidadãos contra a Legalização da Maconha, uma comissão de ação política com sede em Sacramento, disse que não está claro como a substância a afeta o corpo. “Não existe evidências de que a maconha ajude na concentração. Existe evidencia de que te deixa tonto.”
Seu grupo trabalha para ganhar o referendo contra a legalização da maconha na Califórnia, dizendo que “Isso não vai bem com o futuro do nosso país”.
Mas Williams, que foi suspenso em várias ocasiões pela NFL por consumo de maconha, disse que quer acabar com esse estigma.
“Eu acho que muita gente fica como o drogado estereotipado que só fica no sofá, fuma e não faz mais nada, e que não se sentem motivados”, disse Williams, que se aposentou da NFL após a temporada de 2011. “Quando eu jogava futebol americano, aprendi que utilizar a maconha me ajudava a relaxar fisicamente, mentalmente e inclusive espiritualmente”.
Os benefícios da maconha nos exercícios não foram estudados profundamente. Mas um médico que trabalha com pacientes que fumam maconha afirma que a substância pode ajudar com a dor após os exercícios físicos.
Nos Estados Unidos, muitos velhinhos já trocaram analgésicos tradicionais por maconha medicinal e ajudaram os planos de saúde a economizar uma bolada.
Velhinhos que fumam um baseado tomam menos analgésicos, antidepressivos e remédios para dormir. Essa é a conclusão da primeira pesquisa a estudar como a maconha medicinal, legalizada em parte dos Estados Unidos, está transformando o sistema de saúde americano.
Os pesquisadores da Universidade da Geórgia focaram nos números. Por lá, não há um SUS para toda a população. Existe apenas o Medicare, um sistema nacional de saúde para idosos e pessoas com doenças graves, que também cobre os custos com medicamentos. Foram os gastos desses órgãos que revelaram o impacto da maconha medicinal no país.
Os autores estudaram nove quadros em que a maconha pode ser recomendada como tratamento: ansiedade, depressão, glaucoma, náuseas, dor, convulsões, distúrbios de sono e espasticidade (rigidez muscular). O número de remédios convencionais receitados para oito dessas doenças caiu em todos os estados em que a maconha medicinal foi legalizada até 2013.
A única exceção foi o glaucoma – o que faz sentido, uma vez que os efeitos da maconha sobre os sintomas só dura uma hora. Nem para o mais hardcore dos aposentados dá para imaginar uma vida fumando maconha a cada hora do dia.
Sem ter que pagar pelos analgésicos tradicionais, o Medicare economizou mais de US$ 165 milhões (R$552 milhões). Se o país inteiro adotasse a maconha medicinal, os pesquisadores calculam uma redução total de US$ 470 milhões (R$ 1,5 bilhão) no orçamento do seguro-saúde.
Como no âmbito federal a maconha ainda é proibida, os médicos só podem recomendá-la, e não fazer uma receita oficial. Por isso, os baseados não são cobertos pelo plano de saúde. Mas, pelos cálculos dos autores, mesmo que o seguro cobrisse as doses de cannabis, ainda estaria economizando: maconha é muito mais barata que opioides como morfina e oxicodona.
Não dá para ter certeza que todos os idosos substituíram os remédios por maconha, mas os pesquisadores acreditam que a erva tem relação com a redução da prescrição dos medicamentos. Em 2013, os estados onde a droga era legal receitaram 1.800 doses a menos de analgésicos que os estados onde ela ainda é proibida.
Além disso, para as doenças que não podem ser tratadas com maconha, nada mudou. O número de receitas para anticoagulantes, por exemplo, não foi afetado.
Portanto, se estiver dando uma passada pelas ruas de Washington ou de Denver, não se assuste com os senhorezinhos de olhos vermelhos: o ?tapa na pantera? pode ser só um substituto para a caixinha de remédios.
Pode ser, já que a empresa com sede em San Francisco está estudando a possibilidade de trabalhar com empresas de maconha.
Um executivo da LivWell com sede no Colorado, uma das maiores cadeias de varejo de maconha no país, falou recentemente em um evento do congressista Jared Polis sobre o interesse do Google no setor.
John Lord, CEO da LivWell disse que o Google tinha entrado em contato recentemente com ele para ver como ele poderia ajudar a servir a indústria.
De acordo com Lord, o Google veio após a Microsoft se associar a uma empresa para fornecer sistemas que seguem todo o processo a partir de sementes até a venda da erva.
Lord fez as declarações em um evento organizado pela empresa de produtos de maconha Dixie para apoiar o congressista Polis.
Um porta-voz da LivWell confirmou contato com o Google.
“Posso confirmar que o Google estendeu a mão e perguntou se estaríamos interessados em falar com eles sobre as necessidades da indústria e como o Google poderia trabalhar com a gente para resolver isso”, disse Matthew Givner, porta-voz da LivWell, em um e-mail.
Não está claro se o gigante da tecnologia Google tem estado em contato com outras empresas relacionadas à maconha especificamente a LivWell além do tipo de participação que poderia ter sobre a indústria.
Se o Google fosse se envolver na indústria da maconha iria se juntar a um pequeno, mas crescente número de grandes empresas como a Microsoft e Arrow Electronics. Ambos recentemente revelaram que estão trabalhando com empresas relacionadas com a maconha.
Uma empresa do tamanho e da visibilidade do Google que olhe para a indústria da maconha daria um grande impulso para as empresas do setor, de acordo com um analista da indústria.
E no caso da LivWell, a empresa realmente vende maconha recreativa e medicinal ao contrário das outras duas grandes empresas relacionados à maconha que foram associados com a Microsoft e Arrow. Estas duas empresas auxiliares não “tocam” a planta da maconha, mas oferecem serviços e produtos relacionados com a erva.
“Toda vez que uma corporação gigante envolve ou toca uma empresa, é fenomenal”, disse o consultor da indústria com sede na Califórnia Avis Bulbulyan. “Quanto mais empresas e maiores forem às empresas, melhor para a indústria”.
A LivWell, que tem sua sede na área metropolitana de Denver, é uma das maiores no Colorado, operando com 14 lojas em todo o estado. Ela também possui duas áreas de cultivo. A empresa foi fundada em 2009.
A publicidade do Google pode ser um dos serviços mais úteis para as empresas de maconha.
Bulbulyan disse que se o Google estiver falando sério sobre entrar neste mercado, certamente encorajaria outras empresas a fazer o mesmo. “Isto irá abrir as portas para que outras empresas se envolvam”, acrescentou.
Com isso poderia até reduzir a “cannafobia” entre as grandes empresas como Facebook e Instagram, disse Bulbulyan. Ambos têm fechado as portas quando são relacionadas com a erva.
Microsoft foi a primeira grande empresa a divulgar publicamente sua participação na indústria da maconha.
Menos de uma semana depois, MyDx, um fabricante de San Diego de analisadores químicos portáteis que permitem aos consumidores verificar o poder das variedades de maconha, a Arrow Electronics anunciou que ajudaria na fabricação de sua linha de analisadores.
Enquanto Microsoft e Arrow estão fazendo parcerias com empresas específicas, Bulbulyan não assegurou por que o Google iria se envolver com uma empresa particular, e especulou que seu contato com a LivWell seria mais pelo desejo de ajudar a indústria.
Inalar maconha pode ajudar a tratar os sintomas do transtorno bipolar sem impacto cognitivo negativo, de acordo com um novo estudo publicado na revista PLOS ONE.
“A maconha é a substância ilícita mais consumida entre aqueles com diagnóstico de Transtorno Bipolar”, diz estudo abstrato. “No entanto, não há evidências conflitantes sobre se a maconha pode aliviar ou agravar os sintomas de humor”.
Devido a essa evidência contraditória, “O estudo tem como objetivo determinar o impacto da maconha sobre o humor em pacientes com transtorno bipolar e para examinar se a maconha confere um impacto negativo adicional sobre a função cognitiva”.
Para o estudo, foram chamados 12 pacientes com transtorno bipolar que fumam maconha (MJBP), 18 pacientes bipolares não fumantes (BP), 23 tabagistas sem contato com a erva, 1 patologia (MJ) e 21 que não usam nenhuma das substâncias citadas (HC) “completou uma bateria neuropsicológica” .
Além disso, a utilização da avaliação ecológica momentânea, os participantes classificaram o seu humor três vezes ao dia e após cada instante que utilizaram a erva ao longo de um período de quatro semanas.
De acordo com os pesquisadores, “Os resultados revelaram que, embora os grupos MJ, BP, e MJBP cada um apresentou algum grau de comprometimento cognitivo em relação com os HC, estava claro que não houve diferenças significativas entre os grupos BP e MJBP, proporcionando evidências de um impacto negativo aditivo em MJ e DBP utilizado na cognição”.
Segundo o estudo, “A análise de avaliação ecológica momentânea da mitigação indica a redução dos sintomas de humor no grupo MJBP após o uso da planta; participantes do grupo MJBP experimentaram uma diminuição substancial em uma medida composta de sintomas de humor”.
Em outras palavras, as pessoas com transtorno bipolar que usam maconha tiveram um alívio substancial dos sintomas, variando de raiva e ansiedade para mania.
O estudo conclui, “Os resultados sugerem que, para alguns pacientes bipolares, a maconha pode ajudar na redução parcial dos sintomas clínicos. Além disso, esta melhoria não é a despesa de uma deterioração cognitiva”.
O estudo completo, realizado por pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, Universidade de Tufts e Hospital McLean pode ser encontrado clicando aqui.
Nos últimos meses, ativistas em favor da legalização em Israel estão plantando maconha em espaços públicos em todo o país em protesto contra a política do governo proibicionista e as batidas policiais recentes nas casas de civis.Centenas de sementes foram plantadas na área de Jerusalém, como parte do jogo “Caça os tesouro” com a polícia.
Ativistas israelitas em favor da legalização da maconha fartos das leis incriminadoras e ataques repetidos por policiais em casas de civis em busca de plantas, plantaram maconha nos últimos meses em áreas públicas por todo o país.
Esta semana, vários deles plantaram ganja na margem de um rio, no centro de Israel, também em campos abertos e partes arborizadas da região, é bom em qualquer lugar, desde que esteja fora do alcance da vista. Os ativistas dizem que se tornou a primeira grande campanha de plantio planejado até o final deste verão.
Os ativistas chegaram com dezenas de plantas jovens em vasos e, subsequentemente, plantadas em pequenos poços cheios com solo adubado.
Algumas plantas, mesmo secretamente plantadas são expostas à luz solar e perto de um riacho e esperando que se tornem plantas maduras e saudáveis que podem ser colhidas mais tarde, talvez.
Para realizar o plantio e para serem eficaz, eles devem primeiro germinar as sementes e só então escolher as mudas e tratar o solo para o plantio apropriado.
Esses cultivadores de guerrilha normalmente plantam em espaços camuflados, mas agora como protesto houve um aumento em áreas urbanas, onde normalmente não crescem as plantas.
Na terça-feira outro grupo ativista distribuiu e plantou mais de 100 sementes de maconha espaços públicos na área de Jerusalém, protestando contra as atividades extensas nesta área pela polícia.
Alguns grupos já anunciaram a sua participação no protesto e disseram que iriam criar pequenos grupos para plantar sementes em áreas com sistemas de irrigação no município. Alguns ativistas têm chamado à campanha de plantio de “Treasure Hunt” (Caça ao tesouro), desafiando a polícia.
“As autoridades do estado acreditam que é um filme antigo em preto e branco“, disse um ativista. Eles acreditam que é possível parar a planta, que é parte da natureza. Embora, na realidade, é realmente impossível evita-la.Um lote de sementes foram plantadas e vãocontinuar aespalhar o verde. “
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