por DaBoa Brasil | jul 7, 2016 | Arte, Curiosidades, Entretenimento
A maconha é a protagonista da exposição da história científica e contemporânea na Califórnia.
“Altered State: Marijuana in California” (estado alterado: a maconha na Califórnia) é o título da singular exposição que estará aberta ao público nos próximos meses no Museu da Califórnia de Oakland.
No contexto da votação que se efetuará este ano sobre a legalização do consumo recreativo da maconha, a exibição mostra obras de arte, documentos e cartazes políticos, assim como investigações científicas multimídia e interativa, todo no contexto de provocar perguntas e discussões sobre a planta.
“Temos desenhado uma experiência aberta e participativa para todos os que tenham opiniões ou queiram saber mais sobre os problemas complexos e a informação sobre este tema”, disse a encarregada de ciências naturais Sarah Seiter.
“Interessa-nos criar um fórum para que todos os interessados discutam sobre a maconha, sua história, política, cultura e o impacto sobre nosso estado”, disse Seiter.
Na atualidade, 35 estados norte americanos já tem leis e normas sobre o uso medicinal da maconha e quatro estados além da capital estadunidense já são legalizados o consumo recreativo.
A exposição está organizada em 10 áreas de interesses distintos: a ciência da maconha, a maconha medicinal, a erva rentável, a ganja sagrada, a droga criminal, a erva criativa, a erva daninha, tendência política, juventude e erva recreativa. O projeto desenvolvido ao longo de dois anos, uma centena de funcionários.
A exposição começa dia 25 de setembro.
por DaBoa Brasil | jul 6, 2016 | Política
No final de julho o Uruguai abrirá os registros de consumidores de maconha, após liberar a produção da erva por cultivadores privados sob fiscalização do estado, informaram fontes oficiais nesta quarta-feira.
O registro é uma peça-chave na implementação da lei de regulação da maconha aprovada em 2013, e que permitirá a compra legal da erva em farmácias a consumidores registrados.
Com base nesta iniciativa inédita, empresas privadas que passaram por um processo de seleção produzem a erva em instalações públicas sob vigilância estatal, para sua posterior distribuição.
A maconha já “está sendo colhida e secada”, informaram à AFP fontes do governo.
Após o registro dos consumidores, a venda deverá começar no início de agosto, segundo as mesmas fontes.
O mecanismo de identificação sob a supervisão do Instituto de Regulação e Controle de Cannabis (Ircca) identificará cada consumidor por sua impressão digital, e não haverá necessidade da apresentação de identidade nos locais de venda.
A princípio, o governo pretendia vender a maconha apenas nas farmácias, mas nos últimos dias tem analisado a possibilidade de colocá-la a disposição dos usuários em órgãos públicos e até em grandes supermercados.
por DaBoa Brasil | jul 5, 2016 | Saúde
Um novo estudo publicado na revista Scientific Reports e publicado online pelo Instituto Nacional de Saúde EUA, descobriu que a ativação dos receptores CB2, feita naturalmente através do uso da maconha, pode proteger contra a inflamação do fígado e doenças causadas pelo álcool.
Para o estudo, os pesquisadores usaram ratos com a doença induzida pelo álcool, e será dado a uma parte deles agonista do receptor canabinóide (projetado para imitar os efeitos da erva).
Eles descobriram que o agonista “havia protegido os ratinhos de um tipo de inflamação do fígado pelo álcool e esteatose (doença hepática gordurosa) induzida”.
O estudo conclui:
“No seu conjunto, estes resultados demonstram que a ativação do receptor CB2 em macrófagos protege esteatose induzida por álcool através da inibição da inflamação hepática por meio de uma autofagia dependente.”
por DaBoa Brasil | jul 3, 2016 | Economia, Política
O governo uruguaio está disposto a buscar pontos de venda de maconha para uso recreativo alternativos às farmácias para cumprir com a lei que em 2013 regulou a produção e a venda desta droga.
Apenas 50 farmácias, das cercas de mil que existem no país, aderiram ao plano do governo do presidente Tabaré Vázquez, que deu continuidade à política sobre drogas levantada por seu antecessor José Mujica (2010-2015).
“Para nós, embora a manifestação de vontades tenha sido um pouco lenta, é um número suficientemente interessante para fazer um plano piloto”, declarou o secretário-geral da Junta Nacional de Drogas (JND) do Uruguai, Milton Romani, em declarações ao jornal local El País publicadas neste domingo.
Romani acrescentou que está sendo colhida a primeira safra de cannabis para uso recreativo, que chegará nos próximos meses às farmácias, o melhor local, segundo ele, para vender a droga, “porque o governo não quer promover o consumo, mas regulá-lo”.
No entanto, o funcionário reconheceu que é possível ampliar os pontos de venda para garantir que alcançará todos os usuários.
“Os que especulavam que este governo não aplicaria a lei devem tirar isso da cabeça porque vamos vender nas farmácias ou onde quer que seja. Se as farmácias forem uma dor de cabeça, venderemos por outros canais”, disse Romani.
Os usuários poderão comprar até 10 gramas por semana nas farmácias habilitadas, mediante um registro prévio nas agências de correio do Uruguai, para o qual se exige que a pessoa seja maior de idade e cidadã uruguaia, ou estrangeiros com um mínimo de dois anos de residência no país.
Fonte: Istoé
por DaBoa Brasil | jul 3, 2016 | Política
A Itália está avaliando um projeto de lei para legalizar a posse e o consumo de maconha, uma proposta que também avalia as “imponentes dimensões sociais e econômicas” de um negócio que gera atualmente bilhões de euros para a máfia.
No próximo dia 25, a Câmara dos Deputados começará a debater o projeto, que tem o apoio da maior parte dos partidos políticos do país, tanto de direita como de esquerda.
O objetivo é modificar a legislação atual para legalizar o consumo e a posse de maconha, para garantir a qualidade desse tipo de produto e desmantelar todo um negócio paralelo controlado especialmente pelo crime organizado no país.
Os parlamentares que apoiam o projeto afirmam que, com base na experiência das últimas décadas, a “atividade de repressão” não contribuiu para melhorar a situação nem nos países produtores das drogas, nem nos consumidores.
“Primeiro, não se conteve a influência econômica e política das organizações criminosas que controlam a produção. Depois, não se freou a difusão das drogas proibidas”, diz o texto.
A Direção Nacional Antimáfia (DNA), em seu relatório anual de 2014, afirmava “o fracasso total da ação repressiva” na difusão das substâncias brandas em um país no qual 63,4% dos jovens consomem álcool, cigarros ou maconha, segundo a ONG “Save the Children”.
De acordo com uma pesquisa da Agência Ipsos, 83% dos italianos consideram que as leis contra as drogas leves são pouco ou nada eficazes. Além disso, 73% defendem a legalização da maconha.
Diante desse cenário, o projeto prevê a liberação do cultivo, da posse e do consumo da substância de um modo similar ao tabaco.
A proposta prevê que pessoas maiores de idade tenham o direito de possuir “uma módica quantidade de maconha para uso recreativo”, equivalente a 15 gramas em casa e 5 gramas em espaços públicos, onde, no entanto, será taxativamente proibido fumar nas ruas.
A maconha poderá ser cultivada em casa, mas os produtores individuais não terão o direito de vender a colheita. O projeto também prevê o cultivo em associações sem fins lucrativos, formadas por grupo de no máximo 50 pessoas.
A venda da maconha e de seus derivados seria monopolizada pelo governo que, por sua vez, permitiria sua distribuição através de estabelecimentos privados e previamente autorizados. A importação e a exportação do produto estão proibidas.
O cultivo com fins terapêuticos também está previsto para lei, que tenta simplificar a entrega, a prescrição e a distribuição de remédios à base de maconha.
Como justificativa para a proposta, os autores da iniciativa escrevem no projeto de lei que o mercado ilegal de entorpecentes representa um “fenômeno de imponentes dimensões sociais e econômicas”.
A analista do Observatório Europeu sobre as Drogas, Carla Rossi, disse à Agência Efe que esse negócio mobiliza cerca de 20 bilhões de euros no país, enquanto outras instituições elevam ainda mais o valor movimentado pela venda das substâncias ilícitas.
A DNA calcula que são vendidos na Itália cerca de três toneladas de maconha por ano, satisfazendo assim a “demanda de um mercado de dimensões gigantescas”. Como o preço estimado é de 10,1 euros por grama, o órgão afirma que, “na hipótese mais pessimista”, o mercado superaria a casa dos 30 bilhões de euros anuais.
Por essa razão, a DNA considera que a legalização da maconha geraria impostos “absolutamente consistentes”, e permitiria economizar em custos legais vinculados à repressão penal do fenômeno e absorveria “grande parte” deste mercado ilegal.
“É fundamental legalizar a maconha na Itália, mas também no mundo inteiro, sobretudo para resistir aos lucros derivado das mãos dos próprios criminosos”, disse Rossi.
Um dos que mais defende a ideia é o escritor Roberto Saviano, conhecido sobre suas investigações sobre a máfia. Ele disse que o projeto é “fundamental” para as prefeituras locais, que deveriam promover campanhas “valentes” de sensibilização.
Sobretudo em grandes cidades como Roma ou Nápoles, cujas periferias atualmente são, indicou Saviano, “grandes prisioneiras das organizações criminosas”.
Fonte: Exame
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