por DaBoa Brasil | maio 9, 2017 | Saúde
O cannabiciclol (CBL) é um fitocanabinóide pouco estudado e produzido naturalmente na maconha. Sabe-se pouco do seu potencial medicinal. Grande parte da investigação está centrada na estrutura e biossíntese da molécula, e os resultados dos poucos estudos que analisam o uso em aplicações médicas específicas não são promissores.
O CBL também é conhecido como cannabipinol (CBP) em algumas fontes, mas para simplificar vamos nos referir a ele como CBL neste artigo.
Estrutura Química e Propriedades do CBL
O CBL tem a fórmula molecular C??H??S?, idêntica a de muitos outros canabinóides incluindo o THC, CBD, CBG e CBC. No entanto, estas moléculas diferem ligeiramente na disposição de seus átomos, o que faz com que cada um tenha efeitos significativamente diferentes.
O próprio CBL se diferencia do THC no que não contém quaisquer ligações duplas dentro da sua molécula. A posição da ligação dupla nos diversos isómeros do THC determina o psicoativo que é o isómero (Δ?-THC é o mais psicoativo). Na falta de uma ligação dupla por completo, não se considera que o CBL tenha potencial psicoativo, e não se sabe se tem afinidade com os receptores canabinóides.
O CBL na planta de maconha
Sabe-se que o CBL é produzido como um produto de degradação do canabicromeno (CBC). Foi encontrado CBL em amostras de haxixe do Paquistão armazenados por seis meses até quatro anos; todas as amostras que continham CBL também continham CBC em concentrações mais altas. No entanto, os níveis de CBC e CBL foram muito baixos em comparação com os principais constituintes, o THC, CBD e CBN.
Também foi encontrado CBL em uma amostra antiga de cannabis descobertas em uma tumba chinesa que data aproximadamente cerca de 2.700 anos aC. Neste exemplo, o CBN e CBL foram, respectivamente, as duas frações maiores; os níveis de CBD eram muito mais baixos e o THC não era detectável (embora a presença de CBN e outros metabolitos indica que uma vez teve um alto teor de THC).
O potencial medicinal da CBL
Muito pouco se sabe sobre o potencial medicinal do CBL. Foi investigado junto com vários outros canabinóides por seu potencial para inibir a produção de prostaglandinas (hormonas que controlam as contrações do músculo liso), mas verificou-se que apresentava a atividade biológica mais baixa de todos os compostos analisados.
Em um estudo em coelhos publicado em 1976, verificou que a administração do CBL não causou nenhum efeito em 1 mg/kg, mas produzia convulsões e morte quando foi administrado a 8 mg/kg. No entanto, o CBL foi administrado apenas em dois coelhos, e este efeito foi observado em apenas um! Portanto, está claro que é necessário investigar muito mais o CBL.
Fonte: Sensi Seeds
por DaBoa Brasil | maio 7, 2017 | Curiosidades, Economia, Política
O governo norte-coreano está incentivando sua população rural a plantar cânhamo, já que com esta planta pode produzir combustível para uso em veículos militares, relata a Radio Free Asia.
Embora as fontes oficiais digam que o cultivo de cânhamo em massa seja para produzir óleo de suas sementes que é de alta qualidade, disse uma fonte:
“O propósito de plantar é para obter o óleo que pode aproveita-los como combustível para drones (veículos aéreos não tripulados) para a guerra”, disse “sabe-se que pode ser utilizado misturando o óleo de cannabis com óleo de linhaça e usar de combustível para aviões não tripulados” acrescentou.
A mídia chinesa tem relatado que postos de gasolina de Pyongyang foram fechadas e os preços da gasolina dobraram. Esta situação foi causada pela aplicação das sanções da comunidade internacional por se recusar a retirar os testes nucleares.
Cultivos de soja estão sendo substituídos desde março por cultivo de cannabis na província de Yanggang. “A ordem de plantar 33 metros quadrados de cannabis foi dada a cada membro da Aliança de Mulheres da Coreia do Norte”, disse a fonte.
A Cannabis é uma planta que pode se extrair ou criar um combustível podendo ser usado como diesel para motores e na Coréia do Norte parece ser uma planta nada incomum.
Fonte: RFA
por DaBoa Brasil | maio 7, 2017 | Ativismo, Eventos
A garota entra em delírio porque a cachorra está com um baseado gigante na boca. Não demora muito para então o animal virar atração das pessoas que se aglomeram em plena Rua XV de Novembro para a 11ª Marcha da Maconha de Curitiba. De longe os policiais apenas observam a crescente movimentação de maconheiros que vai aos poucos tomando conta do calçadão. “Tá legalizado? Não tá! Mas pra hoje vamos ter que ficar só controlando a movimentação” diz o policial.
O cheiro de maconha vai se alastrando pelo centro. Por todo lugar, gente dichavando, bolando, fumando e passando um baseado. Bondade dos cosmos por ter dado sol a aquele sábado de outono; beck molhado por conta de chuva deixa qualquer maconheiro desanimado.
O bloco BatuCannabis começa a ajeitar os instrumentos e logo dá as primeiras batidas no surdo. Mais à frente, os militantes se posicionam com faixas e cartazes. “Vamos legalizar galera!” grita um dos organizadores do evento. Vai chegando perto da hora do início da marcha. Jornalistas e fotógrafos registram com fotos e vídeos os maconheiros se organizando. Eis que “Beeeeeeeh”, a buzina do megafone do organizador avisa às milhares pessoas ali presentes que é hora de marcha. “Deu quatro e vinte!”.
Juntar milhares de maconheiros pode ser complicado. É cada um com seu baseado, uns com prensado fraco, outros com murruga forte. Alguns mais chapados, outros menos. A sequela atinge os manifestantes assim que a marcha sai da Boca Maldita. A caminhada segue um tanto quanto desarmoniosa, por conta do passo lento de alguns, mas logo toma ritmo, e o povo de Curitiba vira plateia do movimento canábico. “Se você pensa que maconha mata/ Maconha não mata não/ Maconha vem da natureza/ Quem mata é a proibição.”
É claro que a Marcha recebe muita cara feia à medida que passa pelas ruas apertadas do centro de Curitiba. A fumaça, que pode ser vista de longe como uma grande nuvem, chega até os prédios e entra nos apartamentos. No alto, os velhos fecham as janelas e fazem um gesto de mal cheiro para os maconheiros na rua.
A Marcha da Maconha é apenas a marofa de um baseado, que pode ser sentida e causar um leve efeito nas pessoas ao redor, mas sem dar todo o barato de um trago. Com cada vez mais usuários saindo do armário e se engajando por uma mudança da lei de drogas, mais forte vem se tornando a pressão em cima do governo. Não dá para ficar fumando maconha no sofá da sala enquanto assiste Cheech Chong e come pizza. Tem que fazer a cabeça na rua e gritar “Ei Polícia, Maconha é uma delícia!”.
Assim que a noite cai, a marcha chega ao seu ponto final, na frente do Palácio do Iguaçu, sede do governo do estado. A luz das motos dos policiais que protegem o palácio evidencia a fumaça que cerca o aglomerado de pessoas. O pessoal da BatuCannabis continua fazendo barulho, enquanto alguns manifestantes se revezam para lançar discursos de ordem. “Se manifestar à favor da legalização da maconha é se manifestar pela liberdade de você fazer o que quiser com seu corpo. O corpo é seu! Ninguém tem o direito de dizer se você pode ou não usar maconha!”.
A paz está presente na cabeça de quem quer fazer o bem e fumar maconha. A Marcha da Maconha põe em cheque um estereótipo que precisa ser quebrado, e prova como um grupo visto como marginal pela sociedade pode ter uma conduta pacífica mesmo sob o efeito de uma substância psicoativa. Não dá mais para viver com ideias antiquadas. O sinal está verde, e a gente precisa seguir em frente.
Por Francisco Mateus
por DaBoa Brasil | maio 6, 2017 | Saúde
O cannabielsoin (CBE) é um dos canabinóides menos conhecidos. Ele tem uma estrutura semelhante ao conhecido canabinóide CBD, porque é criado a partir de um processo de estabilização química, e, por tanto, as propriedades médicas dos dois podem ser muito similares. Por enquanto não existem muitas informações sobre os efeitos médicos da CBE, mas isso é o que sabemos por enquanto.
A CBE é um canabinóide que foi apresentado em 1983, embora não foi dada muita publicidade médica pela falta de informação que temos deste canabinóide. Durante os anos oitenta várias experiências e estudos foram realizados sobre ele, e até agora é a única informação que temos das suas propriedades.
A característica mais importante que se sabe sobre o CBE é que se cria a partir do CBD em um processo natural do metabolismo. Portanto, a estrutura molecular dos dois canabinóides são tão semelhantes e os tornam solúveis entre si, ou seja, sua capacidade para misturar e criar um composto estável é extremamente elevado.
Em um estudo realizado na Universidade de Ohio em 1983, os investigadores realizaram observações de cultivos da planta de cannabis sativa para isolar o CBD com condições de crescimento ótimas com um material catalisador derivado da cana-de-açúcar.
Ao final do estudo, os pesquisadores relataram que no processo foi realizado totalmente a biotransformação, em que todo o CBD havia se tornado CBE. Além da importância deste estudo é a primeira vez que foi realizado o processo controlado de biotransformação de canabinóides, também foi mostrado o potencial através da qual as características clínicas da CBE poderiam ser muito semelhantes ao do CBD.
Pesquisas posteriores (1988) examinaram a natureza do processo químico que fazia com que as moléculas de CBD passassem a moléculas CBE, descobrindo que as moléculas foram estabilizadas naturalmente e que o metabolito se desenvolvia em uma nova molécula CBE que foi quimicamente mais estável.
Para tentar compreender o processo de transformação em sua totalidade, outra equipe de cientistas realizaram novas investigações a fim de determinar se as formas sintetizadas de CBD (por exemplo, a substância chamada 2R-epoxi-CBD-2) pode sofrer o mesmo processo. Os resultados mostraram uma resposta positiva e, na verdade, todas as formas sintetizadas exceto uma, mostraram as mesmas características.
Os investigadores do estudo também acrescentaram que “é bem possível que o CBE contenha as mesmas propriedades medicinais do CBD”, tais como antidepressivas, além da capacidade de reduzir ou mesmo eliminar as convulsões. No entanto, devido o atraso científico de 30 anos, estudos mais amplos são necessários.
Fonte: Cannabis Israel
por DaBoa Brasil | maio 5, 2017 | Ativismo, Eventos
Várias cidades do país irão marchar pela liberdade! São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Natal, Florianópolis, Brasília e Porto Alegre são algumas das muitas cidades que estão representando o cenário canábico brasileiro.
Usuários, cultivadores e simpatizantes da erva estão convocados a mostrar a toda à sociedade que o maconheiro não é o que muitos tentam estereotipar. São médicos, advogados, professores, jornalistas, engenheiros, padeiros, mecânicos, artistas, atletas, pessoas comuns e gente de bem! Todos juntos marchando pelo mesmo objetivo. A liberdade!
Liberdade de escolher qual a medicina mais adequada para o seu tratamento, que muitas vezes não funcionam com tratamentos convencionais. Liberdade para não ser mais perseguido apenas por fazer uso religioso de uma planta usada há milênios por diversas culturas. Liberdade de fazer uso recreacional de uma erva que é 144 vezes menos nociva do que o álcool. Liberdade de cultivar a cura que nasce no quintal e não precisar pagar caro por um fumo de procedência duvidosa sem nenhum controle de qualidade.
Todos que cultivam a consciência, que sabem dos benefícios da maconha, assim como conhecem os malefícios da proibição. Todos vocês são indispensáveis nessa luta! Vamos juntos fazer nossa parte por um futuro mais digno! Vamos à marcha Brasil!
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