CBD como tratamento da depressão e ansiedade

CBD como tratamento da depressão e ansiedade

Muitos usuários de maconha estão familiarizados com a capacidade da maconha para aliviar o estresse e relaxar. Enquanto o THC pode fazer algumas pessoas se sentir mais relaxado, em outras parece também aumentar a ansiedade, entre outros. Isso levou os pesquisadores a focar no CBD como um tratamento para a ansiedade e depressão.

Em um estudo em humanos, os pesquisadores utilizaram ressonância magnética para entender quais regiões do cérebro estão envolvidos nos efeitos ansiolíticos do CBD.

Os investigadores descobriram que o CBD produz uma redução do fluxo sanguíneo para regiões específicas do cérebro associadas com a ansiedade, tais como o hipotálamo. Estas regiões geralmente tornam-se hiperativa nos transtornos de ansiedade, enquanto o CBD parece acalmar a sua atividade. O canabidiol também foi eficaz na redução da pontuação geral de ansiedade dos participantes do estudo.

Em além de reduzir a ansiedade, foi encontrado que o CBD funciona como um antidepressivo.
O CBD trabalha equilibrando a disfunção no sistema endocanabinóide dos pacientes deprimidos. Também foi descoberto que age sobre o receptor de serotonina, que influencia os sintomas da depressão.

Isso abriu a porta para os médicos e os pacientes que procuram formas alternativas de tratamento da depressão encontrem um aliado. Ao contrário do CBD, antidepressivos atuais têm significativos efeitos secundários e pode necessitar de várias semanas para começar a trabalhar.

Fonte: Leaf Science

Colômbia regula a maconha para uso medicinal e científico

Colômbia regula a maconha para uso medicinal e científico

A regulamentação para o cultivo de maconha medicinal permitirá que cada pessoa possa cultivar até 20 plantas de maconha para consumo pessoal.

O Ministério da Saúde da Colômbia regulou uso médico e científico da maconha mediante um decreto que permitiria usar a semente da planta para processos médicos e científicos, assim como para controlar as importações de produtos relacionados, conforme relatado em fontes oficiais.

Com o decreto 613, de 10 de janeiro deste ano, emitido pelo ministério, foi dada a autorização ao uso de sementes de maconha para fins médicos, e também para “avaliar, seguir e monitorar as atividades para a importação, exportação, cultivo, produção, distribuição e uso da semente”.

Com a nova regulamentação, o governo colombiano especificou como proceder para obter licenças que dão o acesso “seguro e informado” a semente.

Além disso, o decreto comunica que se confirmará um “Grupo Técnico de Quotas” que fará “as análises, avaliação e monitoramento de todos os assuntos relacionados com a atribuição de quotas ou previsões da maconha para fins médicos e científicos”, acrescenta a informação.

O Congresso da Colômbia aprovou no mês de maio de 2016, um projeto de lei que autoriza o cultivo, produção, fabricação, compra, importação, exportação, armazenamento, transporte, comercialização, distribuição, uso e posse de sementes das plantas de maconha com fins medicinais e científico.

Na sequência desta decisão, o Governo colombiano atribuiu a empresa do Canadá, PharmaCielo, a primeira licença que autoriza a produção e fabricação de derivados medicinais da maconha na Colômbia .

Fonte: La Marihuana

Curitiba tem trânsito adaptado para usuários de maconha

Curitiba tem trânsito adaptado para usuários de maconha

A Área Calma de Curitiba, implantada durante a gestão do prefeito Gustavo Fruet em 2015, foi uma medida cujo os efeitos se mostraram evidentes em menos de um ano. Não muito bem recebida por motoristas, mas vista com bons olhos por ciclistas e pedestres, estima-se que com a área que limita a velocidade dos carros em 40km/h, o número de acidentes tenha tido uma redução de 33% nos primeiros 11 meses, de acordo com dados do BPTran.

Os benefícios da redução de velocidade nas áreas centrais da cidade não atingem apenas aqueles que não andam de carro, mas também, os maconheiros curitibanos. Apesar de ser crime dirigir sob o efeito de qualquer tipo de substância (seja álcool ou maconha), não há como negar que a redução na velocidade dos carros gera maior segurança para o motorista que conduz o veículo chapado e às pessoas ao redor.

Ao contrário do álcool, a maconha é uma droga relaxante. A mente viaja em um turbilhão de pensamentos e ideias, enquanto o corpo reage a estímulos com muita calma, e também lerdeza. Portanto, o indivíduo que dirige chapado, quase sempre vai preferir trafegar em uma velocidade mais baixa do que o normal, devido às limitações motoras e psíquicas induzidas pela erva.

A velocidade limite de 40km/h faz com que o maconheiro aproveite “a pira” de dirigir chapado enquanto ouve Pink Floyd. Paranoia é algo ruim em qualquer lugar, ainda mais em uma via de 60km/h onde os carros trafegam loucamente sem dar sinalização alguma. Ter a Área Calma é, indiretamente, benéfico ao maconheiro, que vai dirigir mais relaxado e com mais segurança.

Por Francisco Mateus

 

Novos dados mostram que cada vez mais mulheres usam maconha

Novos dados mostram que cada vez mais mulheres usam maconha

O relatório estatal de 2016 sobre as tendências do consumo de maconha dos fornecedores de maconha medicinal e analistas, Eaze Insights, revelou alguns dados interessantes sobre as pessoas que compram maconha legalmente.

De acordo com o relatório, o número de mulheres que fumam maconha aumentou significativamente em comparação com 2015. A Eaze Insights diz que o número de mulheres que consomem maconha está crescendo e continuará a crescer mais, já que os resultados de 2016 superaram as expectativas.

“Em 2016, 25% das pessoas que utilizam eram mulheres. Mas, ao final do ano de 2016, as mulheres representavam 33% dos usuários”.

Estatisticamente, os homens sempre fumavam mais maconha do que as mulheres. Um estudo publicado pela Universidade de Columbia mostrou que os homens são mais propensos a usar maconha do que as mulheres, especialmente em momentos de estresse.

“Nossos resultados são consistentes com outros estudos que confirmam o aumento do uso da substância em um momento de incerteza econômica, especialmente entre os homens.”

A pesquisa também mostrou:

“Em resposta à grande recessão e a menor taxa de emprego desde 2007, os homens com baixos rendimentos mostraram um maior aumento no uso de maconha, levando a um aprofundamento da diferença entre os sexos no uso de maconha.”

Nos últimos quatro anos, a revista Marie Claire publicou um artigo sobre o fenômeno das “fumantes sobre saltos” (“Stiletto Stoners”), as emissoras de televisão NBC e CNN dedicam um tempo para as “mamas marijuana” e mulheres influentes como a “Martą Stuart da maconha” , Cheryl Shuman que junto com as damas elegantes de Beverly Hills dão outra imagem das consumidoras. Cheryl também aconselha as mulheres a entrar na indústria da maconha legal.

De um ponto de vista cultural, o uso de maconha não é mais um tabu para as mulheres. O número de mulheres que entram na indústria da maconha legal também está crescendo rapidamente.

Mais e mais celebridades femininas criam produtos a base de maconha que estão projetados especificamente para as mulheres, e uma tendência de aumento do uso da medicina natural oferece uma oportunidade para que as mulheres de todas as idades consomam maconha não apenas para o uso recreativo, mas também para o uso médico.

Fonte: Fakty Konopne

Maconha e música: Brasil é o País dos Baurets

Maconha e música: Brasil é o País dos Baurets

A maconha está intrinsecamente ligada à música. Na Música Popular Brasileira, que tem na formação de sua identidade a influência de vários estilos musicais, a combinação da erva com o violão é evidente. Em entrevista, Gilberto Gil já chegou a afirmar que a maconha é capaz de desencadear uma maior liberdade auditiva, e que tanto a Bossa Nova quanto o Reggae, pela suavidade, são gêneros que foram beneficiados pela droga.

Prova disso está no fato de o pai da Bossa Nova, João Gilberto, ter usado maconha durante os anos 50, tendo sido até apelidado de “Zé Maconha”. Para o músico, a maconha lhe despertava uma sensação mística inexplicável, capaz de aguçar sua sensibilidade para a percepção de sons e cores. Não é à toa que o disco “Chega de Saudade” é considerado um divisor de águas na MPB.

Pode ser que o “País dos Baurets” a qual os Mutantes fazem referência no disco “Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets”, seja o próprio Brasil. Provavelmente depois de Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias terem queimado um ‘bauret’ com Tim Maia, é que eles perceberam que há uma forte ligação entre a planta e a música que nasce no país. O ambiente influencia a pira criativa de quem fuma, seja no Leme ou no Pontal,

Na introdução da música “Tropicália”, de Caetano Veloso, fala-se: “Quando Pero Vaz Caminha/ Descobriu que as terras brasileiras/ Eram férteis e verdejantes /Escreveu uma carta ao rei:/ Tudo que nela se planta,/ Tudo cresce e floresce”. Só o que Pero Vaz Caminha não sabia ao chegar no Brasil em uma caravela com velas de cânhamo, é que a planta seria no século XX fortemente repreendida.

Mas até em meio à repressão, a maconha não deixou de ser fonte de inspiração para ritmos e letras de música. Na verdade, foi em meio à perseguição da polícia com os maconheiros, principalmente dos morros, que Bezerra da Silva propagou um dos maiores ensinamentos aos usuários de maconha na música “Malandragem Dá Um Tempo”, com os versos  “Vou apertar, mas não vou acender agora/ Se segura malandro, pra fazer a cabeça tem hora”.

Em mais de 50 anos, as “letras cannábicas” da MPB continuam atuais. Após abandonar o rock da  Jovem Guarda, Erasmo Carlos cantou, sob influência da música latina, o que todo maconheiro sente em relação à erva: “Eu quero Maria Joana” pois “só ela me traz beleza nesse mundo de incerteza”. A maconha vai ser sempre fonte de inspiração para muitos músicos, independente de sua criminalização. Enquanto houver sol, praia, violão e maconha, o Brasil vai continuar sendo o “País dos Baurets”.

Por Francisco Mateus

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